Fifa aprova pacote de reformas

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Fifa aprova pacote de reformas

Com Gianni Infantino como novo presidente, organização promete separar decisões comerciais e políticas de agora em diante


26 de fevereiro de 2016 - 11h42

O Congresso da Federação Internacional de Futebol (Fifa) aprovou nesta sexta-feira, 26, um pacote de reformas que buscará melhorar a governança no esporte mundialmente.

Segundo comunicado, isso será feito por meio de uma separação clara entre as decisões comerciais e políticas, um escrutínio maior sobre os membros do alto escalão, além de um compromisso em promover as mulheres no futebol e abraçar questões relativas aos direitos humanos.

As propostas foram aprovadas por 179 de 207 associações que fazem parte da entidade e tiveram direito a voto no Congresso Extraordinário realizado em Zurich, no qual também foi eleito o suíço Gianni Infantino como novo presidente da Fifa. As reformas foram baseadas em propostas feitas pelo Comitê de Reforma da Fifa e levadas ao Congresso pelo Comitê Executivo em forma de um rascunho do novo estatuto, com o qual se pretende modernizar a cultura institucional da Fifa. Além disso, incluem princípios estatutários de boa governança para os membros das associações e confederações, como a obrigatoriedade de apresentar relatórios anuais de auditorias independentes e corpos jurídicos independentes para assegurar a separação de poderes em todos os níveis das estruturas que organizam o futebol.

O presidente em exercício, Issa Hayatou, afirmou que os membros da entidade estariam unidos na determinação de colocar as coisas de volta ao lugar certo de modo que o foco voltasse novamente a ser o futebol. “O trabalho árduo de restaurar a credibilidade e melhorar a forma como trabalhamos começa agora”, afirmou. Já o novo presidente, Gianni Infantino, assegurou, logo após a divulgação do resultado das eleições, que a Fifa irá recuperar sua imagem e o respeito do mundo. O executivo era muito ligado a Michel Platini e se tornou a aposta da Uefa para a Fifa, quando Platini foi afastado da entidade por envolvimento, com Joseph Blatter, em casos de suborno. Entre as bandeiras que defende estão um rigoroso controle financeiro da Fifa e o aumento do número de países participantes na Copa do Mundo, de 32 para 40 times. 

As emendas ao estatuto atual da Fifa passam a vigorar em 60 dias, a contar a partir do encerramento do Congresso.

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