Fofinhos e rentáveis: mercado de pets dribla a crise

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Fofinhos e rentáveis: mercado de pets dribla a crise

Mais de 75% dos brasileiros têm pelo menos um animal de estimação, de acordo com a GFK, em 2015

Mirella Portiolli
17 de junho de 2016 - 17h29

Piscina de bolinhas, pula-pula e até uma prainha. Essas são algumas das atrações disponíveis no parque de diversões para pets do Shopping Villa-Lobos, inaugurado nesta quinta-feira, 16, em São Paulo. O novo espaço é mais uma opção de lazer para os donos de cães e gatos e também uma tentativa de abocanhar uma fatia desse mercado em crescimento. No ano passado, a indústria pet brasileira movimentou R$ 18 bilhões, alta de 7,6% em relação a 2014, segundo dados da Associação brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). No mundo, esse valor sobe para US$ 102,2 bilhões.

pet

Os cães dominam a preferência dos brasileiros

Mais de 75% dos brasileiros têm pelo menos um animal de estimação, de acordo com estudo recente da GFK. Os cães dominam a preferência e estão nas casas de 58% dos entrevistados. Os gatos representam 28%, seguidos de aves (11%) e peixes (7%). Os alimentos representam 60% desse mercado, seguidos por serviços para animais e veterinários.

Foram os bons índices de crescimento que fizeram a Jolitex Ternille apostar nesse mercado. A empresa de que produz e comercializa itens para cama e decoração, começou, no mês passado, a vender produtos exclusivos para animais. “Estudamos com muito cuidado a entrada neste mercado, pois envolve uma estrutura fabril robusta, onde tudo deve ser alinhado com precisão”, conta Alexandre Katz, o diretor da Jolitex. “A recessão é cíclica, portanto, visando o longo prazo, estamos otimistas quanto a esta oportunidade”, diz. A linha HomePet inclui opções de mantas estampadas e lisas, além de tapetes decorativos com antiderrapante na base.

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Os gatos estão em segundo lugar em preferência

A BitCão está atenta às demandas deste mercado desde 1998, quando começou a vender produtos online. “Temos crescido na casa dos dois dígitos anualmente”, conta Cláudia Pizzolatto, especialista em comportamento animal e gestora da marca. A executiva explica que o modo de consumo pode até mudar, mas a crise econômica não está afetando os investimentos relacionados aos animais. “Os clientes ficam mais cuidadosos ao comprar algum produto mais caro ou parcelam em mais vezes”, diz. Os itens mais vendidos no ecommerce são para o conforto dos cães, como uma coleira que não agride durante o uso. Entre os mais inusitados, Claudia destaca a camisa calmante, desenvolvida para cães e gatos, que resolve, em mais de 80% dos casos, problemas de ansiedade e medos de barulhos, como fogos de artifício, por exemplo.

O veterinário Dalton Ishikawa entrou nesse mercado em 2011 com a criação da Pet Games.  O diferencial da marca é a oferta de produtos exclusivos para melhorar a qualidade de vida dos pets, a partir de conceitos técnicos e científicos. Para Dalton, o setor está em crescimento para as propostas inovadoras, mas é complicado para as empresas que apostam em importações. “Além da barreira cambial, já há empresas estabelecidas que dominam esse mercado”, fala. A Pet Games tem 50 itens em seu portfólio.

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