Nutella ignora meme e reforça discrição nas redes

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Nutella ignora meme e reforça discrição nas redes

Mesmo tendo seu nome citado milhares de vezes em um termo que tomou a internet nos últimos dias, marca italiana preferiu não surfar na onda do Raiz x Nutella

Luiz Gustavo Pacete
21 de fevereiro de 2017 - 14h06

 

kibe louco

Uma das reproduções do meme feito pelo Kibe Louco

Nas últimas semanas, a expressão Raiz x Nutella tomou os trends do Google e as citações no Twitter. A expressão surgiu após a criação do perfil Raiz x Nutella por Vinicius Sponchiado e Felipe Silva. Ambos encontraram a expressão pela primeira vez no post de um usuário do Twitter chamado Joaquin Teixeira em que ele se referia à Libertadores. Na essência, a expressão Raiz x Nutella contrapõe algo autêntico, de raiz com algo Nutella, ilegítimo, fake, criado. O meme ganhou milhares de versões, entre elas, profissões, situações e artistas. Diante de tal repercussão, outras marcas já teriam surfado na onda como Giraffas e Catuaba. Mas não foi o caso de Nutella.

A pedido de Meio & Mensagem, Victor Azevedo, especialista digital do IBMEC, analisou a estratégia de silêncio da marca. “O movimento efêmero e devastador da internet, ainda assusta algumas marcas. Esse é o contexto do meme que invadiu a internet, Raiz X Nutella, os indivíduos se apoderaram da marca como um adjetivo, algo feito de forma sutil, contrário a algo de ‘Raiz’, ou seja, sem muita frescura ou sutileza. A pergunta que fica para as empresas é ‘até que ponto é interessante se apropriar disso?”

Sobre o silêncio da Nutella, Azevedo explica que, neste caso, existe mais ponderação do que em outras empresas. “Esse movimento assusta as empresas pois da mesma forma que pode ser bom, pode também atrelar a marca a problemas gigantescos vide a postagem de cunho racista falando do ‘Negro de Raiz’ e do ‘Negro Nutella'”.

“Para uma empresa surfar na onda de alguma moda ou polêmica criada na internet ela precisa avaliar com carinho suas ações, não precisa entrar de cabeça, mas também não precisa fingir que nada está acontecendo, pois esses indivíduos são numerosos e querem que as empresas deem algum tipo de resposta às suas ações, querem que as empresas ajam de forma mais humana e que levantem alguma bandeira”, observa Azevedo.

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