De GoT a Corinthians, os destaques de licenciamento

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De GoT a Corinthians, os destaques de licenciamento

Setor deve movimentar quase R$ 19 bilhões em 2017 impulsionado, sobretudo, por franquias ligadas ao público adulto

Luiz Gustavo Pacete
30 de agosto de 2017 - 6h42

O mercado de licenciamentos cresceu com foco no público infantil. As marcas entenderam que a força dos personagens destinados a esse público era uma grande oportunidade de negócios. Nos últimos anos, no entanto, o consumo de produtos licenciados por adultos, sobretudo aqueles fãs do universo geek, avançou de forma considerável. Durante a Expo Licensing 2017, evento que ocorre nos dias 29 e 30 de agosto, times de futebol, personagens de séries, heróis e vilões de franquias do cinema estão em evidência.

De acordo com a Associação Brasileira de Licenciamento (Abral), o mercado de licenciamentos deve faturar R$ 18,7 bilhões neste ano, alta de 5% em relação ao ano passado. No total, são 350 empresas associadas. “O licenciamento tem um papel fundamental do ponto de vista econômico. Ao se associar a marcas e personagens, novas empresas conseguem competir em pé de igualdade com marcas já estabelecidas no mercado, gerando inovação e melhores preços”, diz Marici Ferreira, presidente da Abral.

A área, inclusive, está com frequência nos holofotes de questões ligadas à questão da publicidade infantil. Diante de tais questionamentos, Marici defende que exista uma regulação que seja pensada para todos os elos desse mercado. “Uma ampla e irrestrita proibição da publicidade infantil interessa, em última instância, aos que querem manter o mercado fechado, criando barreiras aos concorrentes”, ressalta.

No ano passado, outro destaque foi o movimento de youtubers entrando na área de licenciamentos. Entre eles, canais como Porta dos Fundos, Julio Cocielo (Canal Canalha) e Legends of Gaming Brazil. Além do setor de games com fatia importante deste mercadão e clássicos como Game of Thrones, Minecraft, Mario Bros, Angry Birds, Candy Crush, Halo e Pac Man. Além de franquias como Star Wars, Homem-Aranha, Super-Homem, Mulher Maravilha e Vingadores.

Veja alguns dos personagens de destaque nos últimos doze meses:

Game of Thrones
Com a sexta e a sétima temporada e o aumento da popularidade da série produzida pela HBO foi natural que crescessem as vendas de produtos relacionados à marca. De games a camisetas, Game of Thrones ganhou destaque importante nas prateleiras e nos sites de e-commerce.

Corinthians
O número de torcedores e a paixão envolvida na relação com o time, por si só, já representa muito em termos de potencial. No caso específico do Timão, uma parceria com a New Era, marca de bonés, fechada em novembro do ano passado, ampliou as estratégias de licenciamento da marca.

DC Comics
O lançamento de Mulher Maravilha, que já começou a ser trabalhado no ano passado, impulsionou o potencial de vendas da DC e acabou puxando outros heróis da maraca como Batman e Superman que aparecerão juntos na Liga da Justiça, em novembro.

Paw Patrol
Conhecida no Brasil como Patrulha Canina, a animação infantil canadense ganhou espaço entre as crianças e se manteve em alta.

Lady Bug (Miraculous)
A série foi uma aposta do Gloob que começou a receber investimentos ainda no ano passado e também cresceu em participação. Lady Bug é protagonista de uma animação nipo-franco-coreana.

Peppa Pyg
Com recordes seguidos em licenciamento infantil, a porquinha cor de rosa segue na lista de preferência em vendas e também em marcas interessadas.

Minions
Em 2015, com um filme próprio, os Minions bateram todos os recordes em licenciamento. Apesar do pico daquela época, os personagens derivados de Meu Malvado Favorito seguem em alta.

Carros
Com o lançamento do Carros 3, neste ano, a Disney viu um crescimento em licenciamentos de personagens. Sobretudo, em parcerias com a Nascar, nos Estados Unidos, e também com a Fórmula E, que ampliou a participação entre os adultos.

Campeonato Espanhol 2016, Bétis contra Barcelona

Barcelona
A marca do time espanhol sempre esteve em alta entre os fãs brasileiros. Resta saber, no entanto, se a saída de Neymar para o PSG, pode afetar a preferência por aqui.

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