Branding ganha força na Black Friday

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Branding ganha força na Black Friday

Levantamento do Google mostra preço como principal atrativo da data, mas confiança aparece com cada vez mais frequência

Luiz Gustavo Pacete
23 de novembro de 2017 - 8h48

O preço continua sendo fundamental na decisão de compras na Black Friday, evento que vem se tornando um dos mais importantes para o varejo e que, no ano passado, faturou R$ 1,9 bilhão. Neste ano, a Black Friday será na próxima sexta-feira, 24.

De acordo com levantamento do Google, realizada em parceria com a Provokers, sobre o comportamento do consumidor na data, o valor dos produtos é relevante como decisão para 49% das pessoas. No entanto, confiança na loja, 27%, e confiança na marca, 13%, vêm crescendo de forma considerável nos últimos anos.

“Vivemos uma evolução da forma como o consumidor brasileiro interage com a data. A preocupação com a credibilidade das empresas, sobretudo no pós-venda, torna-se algo cada vez mais importante. Logo, o fato de aparecer a confiança como ponto de preocupação tem feito com que muitas empresas não foquem apenas em campanhas de promoção, mas aumentem a inserção de itens como confiança, entrega, cumprimento de prazo”, diz Patricia Muratori, head de retail do Google.

A pesquisa ouviu cerca de 800 brasileiros que compram na internet, de 18 a 54 anos, das classes A, B e C, nas cinco regiões do país, durante o primeiro semestre. Entre outros itens identificados está o fato de o smartphone ser a principal fonte de pesquisa na loja física: 65% das pessoas usaram o dispositivo para fazer consultas de itens.

Além disso, o consumidor tem investido mais tempo na pesquisa. Em 2016, 91% dos compradores pesquisaram online e o tempo médio de pesquisa foi de 16,5 dias, sendo que categorias como games e lazer, eletrônicos e artigos esportivos apresentaram um tempo maior de pesquisa com 19,5, 17,6 e 16,8 dias respectivamente.

O estudo também mostra que 62% dos perfis de compradores identificados têm alto envolvimento com a data: 22% deles são participativos, 22% empolgados e 18% apaixonados, esse panorama reforça o quanto os brasileiros têm enxergado a data como uma boa oportunidade. “O que identificamos neste ano, e é algo que vem crescendo nos outros, também é que a pré-Black Friday e o pós-Black Friday vêm esticando o período que se torna estratégico para as marcas fazendo com que, a partir do início de novembro, as ações já estejam presente na mídia”, diz Patricia.

Também apareceu na pesquisa o interesse por retirar os produtos na loja durante a Black Friday, que é duas vezes maior que no Natal. “Esse dado vem ajudando muitas empresas a integrar seu e-commerce com o estoque físico e ampliando a oferta de opções para a retirada em lojas físicas”, diz Patricia. Além dos dados comportamentais, o Google realizou uma pesquisa interna com as buscas de itens e marcas na data.

Entre os itens com rápido crescimento na busca está, TV 29 polegadas, microondas 30 litros e lavadora 11 kg. Na categoria moda, o destaque fica com jaqueta bomber, bota tratorada e saia de couro. Em 2016, diversos produtos além de eletrônicos e moda, apresentaram forte crescimento: 155% em pneus, 183% em colchões, 213% em cápsulas de café, 97% em passagens aéreas e 106% carrinhos de bebê, entre outros itens.

Compras pré-natal

Outro estudo, realizado pela GfK, mostra que o consumidor brasileiro está realmente determinado a ir às compras durante a Black Friday. O levantamento, feito em parceria com a Vivo Ads, considerou nove capitais brasileiras, e 1500 entrevistados com idades entre 18 e 55 anos, 69% deles pretendem comprar no período da Black Friday deste ano. Do montante, 68% afirmou estar disposto a comprar produtos eletrônicos ou eletrodomésticos, 39% a compra de roupa e acessórios e quase 9% pretendem comprar alguma viagem.

Entre as justificativas dadas pelos entrevistados, 58% disseram que o motivo era “comprar o que preciso pagando menos”, 21% alegaram “antecipar as compras do Natal pagando menos” e 20% deles alegou “comprar pagando menos, mesmo não precisando”.

“As respostas que recebemos atestam que a Black Friday virou, de fato, uma data onde o consumidor tem mais segurança de que pagará menos pelos produtos do que em outras datas. Ela, verdadeiramente, se firma como uma das datas mais importantes para o calendário do varejo brasileiro”, diz Gisela Pougy, diretora de negócios da GfK.

Outra conclusão do estudo é que o Natal vem perdendo força para a Black Friday. “Desde 2014, seguimos monitorando o desempenho do volume de vendas dessas três datas, novembro com Black Friday, dezembro com Natal e janeiro com saldão. Desde o ano passado, novembro superou dezembro, com 38% contra 29%, em volume de vendas e acreditamos que isso se consolide ainda mais esse ano”, afirma Gisela.

O estudo também quis saber em quais canais os consumidores pretendem fazer suas compras. Os resultados foram distribuídos de forma equilibrada, o que permite concluir que a Black Friday já não é só uma data de compras online. 39% dos respondentes disse que pretende comprar em lojas físicas, 25% fazer suas compras online e 33% disse que faria em ambos os canais.

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