Tecnologias exponenciais viverão prova de fogo em 2019

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Tecnologias exponenciais viverão prova de fogo em 2019

Estudo Emerging Tech´s 19, produzido pela White Rabbit, aponta o estágio e as principais discussões relacionadas a IoT, AI, blockchain, XR e biotech

Luiz Gustavo Pacete
1 de fevereiro de 2019 - 6h00

 

VR é uma das tecnologias que deve ganhar novas utilidades e direcionamentos (Crédito: Reprodução)

Tecnologias exponenciais são, geralmente, aquelas que possuem crescimento não linear e de forma acelerada. Nos últimos anos, algumas delas viraram buzzwords: internet das coisas, inteligência artificial, XR, VR e AR e outros temas estiveram presentes nas principais discussões relacionadas à inovação.

Mas, segundo Vanessa Mathias, cofundadora da White Rabbit, consultoria de tendências, é importante entender que elas possuem estágios críticos e observá-los foi o principal objetivo do estudo Emerging Tech´s 19, divulgado na quarta-feira, 30, em um evento em São Paulo. Com base em festivais de inovação ao redor do mundo como SXSW, CES e outros, a consultoria destacou o estágio, em 2019, de cinco grandes grupos de tecnologias exponenciais.

IoT
Onde conectar os objetos conectados?
O mundo pós smartphone começa a ser discutido em 2019. Essa é uma tendência que se confirma com a consolidação das interfaces por voz esse ano. Amazon e Google mostraram no CES, feira de tecnologia que aconteceu no início de Janeiro, que sua grande aposta para 2019 e para os próximos anos são seus smart assistants e se dedicam agora a infiltrar seus dispositivos dotados de inteligência artificial em todos os lares norte americanos. Em 2019 é esperado que os assistentes de voz comecem a se expandir também para mercados além do americano e britânico.

AI
Sistemas de inteligência artificial terão de se explicar
Ao passo em que a internet das coisas se expande e cada vez mais empresas passem a utilizar a inteligência artificial em seus produtos e dentro de suas organizações, a tecnologia deixa de ser algo pertencente a futuros distantes, para ser entendida como algo que começa a permear quase todos os aspectos de nossas vidas. Enquanto o deep learning evolui a passos largos, cresce a atenção de líderes e governos sobre as questões éticas geradas por essa tecnologia, como a necessidade de reconhecer e eliminar vieses em algoritmos e entender como essas máquinas tomam suas decisões, algo que nem seus criadores conseguem decifrar.

Blockchain
A corrente do bem a serviço da transparência
Após anos eufóricos onde acompanhamos a popularidade do Bitcoin crescer e seu valor atingir inacreditáveis (quase) US$ 20.000, os ânimos diante dos criptoativos e de sua tecnologia de base, a blockchain, finalmente começam a baixar. O fim da euforia não deve ser considerado algo negativo, pois mostra que a blockchain começa a atingir sua maturidade em 2019 e esforços para a criação de grandes ecossistemas descentralizados ganham força, através de iniciativas como a Consensys. Nesse ano vamos acompanhar a blockchain ficando “chata”, mas vai, finalmente, começar a ter seu potencial disruptivo aproveitado forma séria.

XR
Tornando a realidade virtual ainda mais real
Depois de alguns anos de tentativas de emplacar a realidade virtual, Mark Zuckerberg e companhia entenderam que o caminho talvez não seja vender seus headsets de VR para o maior número de pessoas possível, mas sim levar as pessoas até a experiência, algo chamado de location-based VR. Parques e experiências que permitem vivenciar a realidade virtual de forma muita mais imersiva – incluindo interações com o ambiente físico, sensações, cheiros e outros jogadores dentro da simulação – começam a despertar o interesse de cada vez mais empresas de realidade virtual e de entretenimento, como a Disney. Iniciativas semelhantes também começam a pipocar pelo Brasil na forma de centros de entretenimento em realidade virtual.

Biotech
DNAs alterados e polêmicos
A biotecnologia, em comparação com as outras tecnologias abordadas aqui, é bem mais distante da realidade de grande maioria das pessoas, mas seus avanços e descobertas passam, finalmente, a conquistar o mundo não acadêmico e gerar interesse do público geral. Um fato que contribuiu para esse crescimento em interesse foi o recente anúncio do cientista chinês, He Jiankui, que afirma ter criados os primeiros bebês geneticamente modificados – os bebês tiveram seu DNA alterado para torná-los resistentes ao vírus HIV. O debate sobre ética, moral e o futuro da humanidade sai da bolha acadêmico-política , a fazer parte da esfera de conhecimento do público geral em 2019.

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