McDonald’s reformula política de assédio após críticas

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McDonald’s reformula política de assédio após críticas

Rede de fast food afirma que está treinando funcionários para lidar com a questão e criando uma linha direta para vítimas


21 de maio de 2019 - 18h04

*Do AdAge

Com o crescimento das críticas por seu tratamento em relação às reclamações de assédio, o McDonald’s afirma que está treinando funcionários para lidar com a questão e está iniciando uma linha direta para vítimas.

Trabalhadores organizados pelo Sindicato dos Funcionários de Serviços (SEIU) protestam em frente ao McDonald’s em Los Angeles, EUA (Crédito: Patrick T. Fallon/Bloomberg)

Em carta, respondendo a uma pergunta de Tammy Duckworth, senador norte-americano, Steve Easterbrook, CEO da companhia, disse que o McDonald’s está empenhado “em garantir um ambiente de trabalho livre de preconceitos”.

Nos últimos três anos, os funcionários da rede de fast food, apoiados por grupos de advogados, registraram mais de uma dúzia de reclamações de assédio sexual na Comissão de Oportunidades Iguais de Trabalho dos Estados Unidos, alegando má conduta, comentários inadequados por parte dos supervisores e retaliação por discursos. A Organização Nacional para as Mulheres e o Centro Nacional de Direito das Mulheres alegaram que os funcionários do McDonald’s “enfrentam assédio sexual desenfreado”.

“Melhoramos nossa política para que ela informe mais claramente aos funcionários sobre seus direitos, defina mais claramente assédio sexual, discriminação e retaliação, e forneça exemplos de comportamentos inaceitáveis ”, diz Easterbrook na carta, publicada pela Bloomberg News. Duckworth, um democrata, é o senador júnior do estado natal do McDonald’s, Illinois.

A empresa começou a trabalhar com a organização anti-abuso RAINN, no ano passado, para obter recomendações sobre como evitar a má conduta, de acordo com a carta. Como parte de sua política atualizada, o McDonald’s está oferecendo uma linha direta independente e treinamento em assédio e discriminação. Easterbrook afirma que 90% dos operadores e gerentes gerais fizeram o treinamento. O McDonald’s oferecerá treinamento para outros membros da equipe sobre assédio, preconceito inconsciente e segurança no local de trabalho.

“As ações enviam uma mensagem clara de que estamos comprometidos em criar e sustentar uma cultura de confiança em que os funcionários se sintam seguros, valorizados e respeitados”, diz outro trecho da carta de Easterbrook. “Mais importante, mostra que estamos mudando para atender às necessidades de nossa força de trabalho e das comunidades onde vivemos e operamos”.

Em setembro do ano passado, os trabalhadores organizaram uma greve de um dia para destacar o problema de assédio sexual da empresa. Gillian Thomas, advogado sênior da American Civil Liberties Union, disse, em janeiro, que o McDonald’s evita a responsabilidade por abusos em seus restaurantes ao culpar os franqueados, ao mesmo tempo em que exerce considerável controle sobre o resto das operações dos franqueados.

A Fight For $15 (A luta por US$ 15, em tradução livre) — movimento político americano que defende o reajuste do salário mínimo para US$ 15 por hora —, também criticou o McDonald’s no ano passado por escolher a firma de advocacia Seyfarth Shaw como um de seus consultores sobre a política de assédio sexual. Os clientes da firma incluíam a Weinstein Co., que estava defendendo a má conduta de Harvey Weinstein.

*Tradução: Amanda Schnaider

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