Uber e Airbnb cortam força de trabalho

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Uber e Airbnb cortam força de trabalho

Com reduções que podem chegar a 25% dos funcionários, companhias buscam saudabilidade financeira em meio à crise

Salvador Strano
7 de maio de 2020 - 11h52

Brian Chesky, CEO do Airbnb, afirma que cortes são necessários e que companhia focará produtos essenciais no pós-pandemia (Crédito: Dia Dipasupil/Getty)

Dois símbolos da nova economia criada pelo acesso massivo à tecnologia adotaram cortes expressivos de sua força de trabalho em decorrência do novo coronavírus (Covid-19). A Uber anunciou na quarta-feira, 6, que demitirá 3,7 mil funcionários em todo o mundo. Já o Airbnb, por sua vez, desligará 1,9 mil pessoas – cerca de 25% de seu corpo de colaboradores.

Ambas empresas viram seu modelo de negócio questionado durante o isolamento social causado pela pandemia. Com menos pessoas deixando suas casas e evitando o contato social, andar em um carro compartilhado ou viajar para outra cidade e se hospedar na casa de alguém que você não conhece se torna algo cada vez mais difícil de se observar.

No caso da Uber, segundo o CEO da plataforma, Dara Khosrowshahi, os cortes visam diminuir seus custos operacionais e devem recair, principalmente, sobre áreas como relação com o consumidor e recrutamento. Ao todo, o número de demitidos representará 14% dos postos de trabalho da empresa.

Uma das formas de contornar a crise para a Uber, entretanto, tem sido a ampliação da presença do Uber Eats em mercados onde, anteriormente, a companhia atuava apenas com a opção de mobilidade. Dara também cortou seu salário para atender às mudanças impostas pela Covid-19.

No Airbnb, por sua vez, os cortes alcançarão todas as áreas da companhia, apesar de concentrar esforços em equipes de novos negócios – como Transporte, Airbnb Studios e Hotéis. Segundo carta publicada por Brian Chesky, CEO e co-fundador da empresa, “viajar nesse novo mundo será diferente, e precisamos evoluir o Airbnb de acordo. Pessoas buscarão opções que são mais perto de suas casas, mais seguras e mais baratas”.

No mercado da comunicação, que também observa alto impacto da crise, diversas holdings já afirmaram que promoverão demissões e cortes salariais em cargos de gerência.

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