VR durante a pandemia abre caminho para eventos híbridos

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VR durante a pandemia abre caminho para eventos híbridos

De desfiles de moda - como o que foi realizado nesta semana pelo RYOT Studio - ao varejo, imersão é alternativa para vários segmentos

Luiz Gustavo Pacete
30 de julho de 2020 - 6h00

 

O VR é um aliado à criação de novos formatos de interação, o que vai além de apenas recriar o mundo físico (Crédito: Reprodução)

A ausência de eventos físicos baseados em experiência durante o período de pandemia acelerou tecnologias que antes estavam restritas a usos pontuais ou em fase de experimentação sem propriamente terem chegado a ponto de escalar. A realidade virtual (VR, na sigla em inglês), é uma delas. A necessidade de enriquecer ou recriar experiências no mundo digital é visível e agora vem acompanhada das restrições trazidas pelo isolamento.

Nesta quarta-feira, 29, o RYOT Studio, hub de tecnologias imersivas da Verizon Media, realizou, em parceria com o o Museum of Other Realities e a Agência de Inovação da London College of Fashion, o The Fabric of Reality: desfile imersivo que usou VR para criar uma narrativa inspirada nos desfiles de moda. Mark Melling, head do RYOT Studio na Verizon Media, explica que o objetivo do evento não foi recriar no mundo virtual um ambiente real, mas propor algo novo. Segundo ele, as restrições geradas pela pandemia aumentaram a demanda por experiências em VR e, no longo prazo, devem forçar também a convivência de formatos híbridos.

“O que torna tudo isso ainda mais empolgante é que o 5G eliminará muitos dos pontos de atrito atuais que estão desacelerando ainda mais a adoção do VR e permitirá eventos em grande escala que podem ser transmitidos e realizados quase em tempo real”, diz Mark reforçando que essa tecnologia já faz parte da agenda de profissionais do marketing e das agências há algum tempo.

Mark Melling, do RYOT Studio

Meio & Mensagem – Qual foi o impacto da pandemia na curva de adesão do VR? O que vocês perceberam em termos de demanda por essa tecnologia?
Mark Melling – A Covid não aumentou a demanda por experiências de VR (e AR), ela acelerou a demanda. É natural que, à medida que a tecnologia melhore, as pessoas desejem experimentar o digital da mesma maneira que experimentam o mundo real. Era nessa direção que o mercado já estava se movendo. O VR já faz parte da agenda de profissionais do marketing e das agências há algum tempo. Segundo uma pesquisa do eMarketer, é um dos temas tecnológicos mais importantes na agenda dos profissionais da área. O lockdown obviamente teve um enorme impacto nos eventos ao vivo, mas também nos deu uma visão incrível da sede pela virtualização dessas experiências, bem como de muitas maneiras, experiências e eventos virtuais normalizados para os consumidores, muitos dos quais terão força por muito tempo passado esse período da pandemia.

M&M – Quais as funcionalidades da tecnologia de imersão que podem ser úteis neste momento em que precisamos reinventar os eventos e as experiências?
Melling – As videoconferências têm sido incríveis para nos manter conectados, seja com amigos, familiares ou clientes. Mas há uma razão pela qual ainda frequentamos partidas de futebol quando podemos ver os jogos mais facilmente pela TV – queremos nos sentir parte de algo, e não apenas observá-lo de longe. Ser capaz de se envolver e interagir em um ambiente ao vivo e compartilhar essa experiência com outras pessoas parece mais humano do que assistir a algo na tela. Isso é verdade, virtual ou não. O que torna tudo isso ainda mais empolgante é a introdução de conectividade avançada, por meio do 5G, que eliminará muitos dos pontos de atrito.

M&M – No caso do desfile quais foram os desafios em desenvolver algo que consiga trasladar os participantes para esse ambiente, e qual foi a composição entre música, vídeo e outros elementos?
Melling – O desafio para a indústria da moda é que a adoção do digital está em seus estágios iniciais, e muitos designers, apesar de entusiasmados com a tecnologia, não são necessariamente especialistas. Ao desenvolver o desfile, reconhecemos a necessidade de unir designers de moda com artistas de XR para transformar o evento, passando de um design 2D para 3D. Mas outra coisa incrível sobre o desfile de moda virtual é que ele permite que criadores e participantes se concentrem no que é realmente importante – a própria criatividade. É importante reconhecer que não estamos apenas recriando eventos físicos em um espaço digital. Não há sentido real em fazer isso, certamente não a longo prazo. Quando tivermos a sorte de sair da pandemia e retornar aos locais físicos, acreditamos que haverá uma oportunidade para os eventos físicos e digitais viverem lado a lado.

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