Por que a Grendene está internalizando seus e-commerces

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Por que a Grendene está internalizando seus e-commerces

O mais recente foi o de Melissa, mas a companhia quer assumir a operação do comércio eletrônico de todas as suas marcas no Brasil e fora daqui; Paulo Pedó diretor de negócios digitais explica os motivos  

Roseani Rocha
12 de fevereiro de 2021 - 6h00

Paulo Pedó comenta movimentações da companhia no ambiente digital (Crédito: Divulgação)

Recentemente, a Grendene anunciou que estava assumindo diretamente a operação do e-commerce de uma de suas principais marcas, a Melissa. Por duas décadas, esse trabalho foi terceirizado. Mas antes mesmo de Melissa, aqui no Brasil, a Grendene havia feito o mesmo, a partir do meio de 2020, com outras marcas de seus portfólio, como Zaxy, Rider, Ipanema e Grendene Kids, além da operação da própria Melissa nos Estados Unidos.

Na entrevista a seguir, Paulo Pedó, diretor de negócios digitais da Grendene, comenta os objetivos por trás das mudanças, num contexto de pandemia, entrada em vigor da LGPD e o fim próximo dos cookies, assim como revela quais serão as próximas marcas a terem o e-commerce internalizado.

Meio & Mensagem – Quem cuidava do e-commerce da Melissa até então e o que essa internalização muda a partir de agora?

Paulo Pedó – Por 20 anos nosso e-commerce foi terceirizado. A partir de 2019, a Grendene começou a avançar no processo de Transformação Digital, tendo como uma das frentes de sua estratégia a área de Digital Commerce.

M&M – Quando (e quanto) começaram a investir para dar esse passo e que resultados se espera com essas mudanças?

Paulo – Nosso objetivo é sempre a melhor entrega de experiência para o consumidor. A internalização dos e-commerces Grendene teve início na metade de 2020 e já compreende as marcas Zaxy, Rider, Ipanema, Grendene Kids, além da operação da Melissa USA e chega agora na operação da Melissa para finalizarmos esse ciclo.

M&M – Qual tem sido o desempenho do e-commerce b2b? Que perfil de varejistas ele atende principalmente?

Paulo – Estamos iniciando o processo de venda B2B e, portanto, ainda não temos resultados consolidados. O perfil que pretendemos atingir são os pequenos varejos, muitas vezes localizados geograficamente em locais distantes da base dos nossos representantes comerciais. O formato digital visa otimizar esse processo comercial e prestar um serviço mais ágil para esse grupo de clientes.

M&M – Quantas pessoas atuam no departamento de Digital Commerce da Grendene hoje, já que além de Melissa, vocês já tinham feito isso com Zaxy, Ipanema, Grendene Kids e Rider?

Paulo – O Digital Commerce da Grendene emprega cerca de 50 pessoas e com previsão de mais contratações ao longo dos próximos meses. A equipe precisará crescer, pois em março seguiremos com internalização dos e-commerces de Cartago e Grendha. Já em abril estão previstas as internalizações de todos os e-commerces Grendene no mercado externo.

M&M – Essa questão de controlar diretamente o e-commerce também está ligada à LGPD e fim dos cookies, que acentuam a importância dos dados primários?

Paulo – A Grendene sempre prezou pela ética e transparência em todas as suas ações e está muito comprometida com a LGPD. Por 20 anos, tivemos um parceiro de extrema confiança, mas sabemos que reduzir etapas no processo e trazer 100% das informações para dentro da companhia representa maior segurança neste âmbito.

M&M – A tendência é que as marcas busquem unificar seus diferentes canais, as lojas físicas e virtuais. Qual o estágio de Melissa e outras marcas da Grendene nesse processo?

Paulo – O projeto de Omnichannel na marca Melissa teve início no primeiro semestre de 2019 e, até o momento, avançamos para mais de 200 Clubes Melissa, que já estão aptos a atenderem de forma integrada na modalidade de prateleira infinita ou entrega expressa. A previsão de integração de todos os Clubes Melissa ao modelo Omnichannel é abril de 2021.

M&M – Quantas lojas a marca possui hoje? Como a pandemia afetou o varejo físico da Melissa e qual a expectativa para este ano?

Paulo – Hoje são mais de 340 Clubes Melissa (adulto e infantil), que é nosso modelo de franquia, e três Galerias Melissa (nossas flagships), localizadas em São Paulo, Londres e Nova York. Além disso, acabamos de inaugurar um Clube Melissa operado pela Grendene em Los Angeles como parte da nossa estratégia de abertura de lojas próprias no mercado internacional. Temos também mais de 140 Clubes Melissa operados pelos nossos distribuidores no exterior, além de mais 3.000 pontos de venda em diferentes locais do mundo.

M&M – Recentemente, a Vulcabras licenciou para a Grendene a marca Azaleia. Quais os planos para ela, inclusive na frente do e-commerce?

Paulo – A marca Azaleia veio para complementar o portfólio de negócios da Grendene no segmento feminino com a oferta de uma marca tradicional no segmento e com produtos de maior valor agregado. Estamos ainda decidindo se o e-commerce será operado pela Grendene ou pela própria Vulcabras.

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