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Nova nº 1: Omnicom conclui compra da IPG e assume liderança global

Acionistas da Omnicom ficam com 60,6% da empresa combinada, enquanto os da Interpublic mantêm 39,4%; equipe de lideranças da holding será anunciada na próxima segunda-feira

i 26 de novembro de 2025 - 19h54

Os acionistas da Omnicom ficam com 60,6% da empresa combinada, enquanto os da Interpublic mantêm 39,4%

(Reprodução AdAge)

O Omnicom Group concluiu nesta quarta-feira, 26 de novembro, a aquisição do Interpublic, assumindo, assim, o posto de maior holding de agências de publicidade e empresas de serviços de marketing do mundo.

Os antigos acionistas da Omnicom detêm aproximadamente 60,6% da empresa combinada, enquanto os antigos acionistas da Interpublic ficam com 39,4%, considerando a diluição total das ações.

John Wren permanece como presidente e CEO da Omnicom, conforme já havia sido anunciado. A equipe completa de lideranças da holding será revelada na próxima segunda-feira, 1º de dezembro.

No mês passado, Meio & Mensagem adiantou que um do efeitos da união será o fim da rede DDB no mundo. A holding concentrará seus principais esforços criativos em três grandes bandeiras globais: TBWA, McCann e BBDO. Na semana passada, o CEO global Alex Lubar deixou a DDB rumo à consultoria Fundamentalco, e não foi substituído.

No Brasil, há expectativas sobre a quem se reportarão as agências integrantes da rede DDB: Africa Creative e DM9. No caso da DM9, existe a possibilidade de fusão com a Lew’Lara\TBWA.

Globalmente, além do desaparecimento de algumas marcas de agências, são esperados cortes de pessoal, visto que a Omnicom pretende economizar US$ 750 milhões com “sinergia de custos”.

Nova número 1
De acordo com dados do Agency Report 2025, do Ad Age, a soma de Omnicom e IPG daria uma receita de US$ 26,4 bilhões. Desta forma, a nova holding lidera com folga o segmento, à frente de Accenture Song (US$ 19 bilhões), WPP (US$ 18,8 bilhões) e Publicis Groupe (US$ 17,3 bilhões).

Cálculos do Ad Age Datacenter apontam que essa é a maior aquisição já realizada no setor de agências de publicidade. O valor da transação de troca de ações é calculado em, aproximadamente, US$ 8,9 bilhões (com base no preço das ações da Omnicom em 26 de novembro e nas ações em circulação da Interpublic no final de outubro, sendo que essa avaliação não inclui a dívida da Interpublic). Com isso, o negócio supera o recorde anterior, de US$ 4,9 bilhões, valor da compra do Aegis Group pela Dentsu, em 2013.

A conclusão do negócio entre Omnicom e IPG se dá um ano após o anúncio oficial e ocorre depois da obtenção de todas as aprovações regulatórias necessárias – a última que faltava veio nesta semana, da União Europeia.

Nos Estados Unidos, o negócio já havia sido aprovado em junho, mas com restrições. Um dos impedimentos é o de que a empresa resultante da fusão discrimine veículos de mídia na destinação de verbas publicitárias com base em posicionamentos políticos ou ideológicos.

Os EUA representam mais da metade da receita da empresa resultante da fusão.

Adeus Interpublic
A Interpublic, primeira grande holding de agências a se estruturar no mundo, sai de cena após 65 anos de história. A holding surgiu em 1961 e tornou-se líder do setor no mundo, até ser desbancada na década de 1980.

“Este é um momento decisivo para nossa empresa e para o nosso setor”, disse John Wren, Presidente e CEO da Omnicom, em comunicado oficial. “Com a conclusão do negócio, a Omnicom está estabelecendo um novo padrão para a liderança moderna em marketing e vendas — criando marcas mais fortes, gerando resultados de negócios superiores e impulsionando o crescimento sustentável. Estamos entusiasmados com este próximo capítulo. Gostaria de agradecer aos nossos colaboradores, clientes e acionistas pela confiança que depositaram em nós.”

Com informações do AdAge.