Como aplicar a inclusão na comunicação corporativa?

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Como aplicar a inclusão na comunicação corporativa?

Pesquisa da Mappit com a consultoria CKZ Diversidade analisa o desempenho das companhias no relacionamento com os seus colaboradores

Taís Farias
16 de julho de 2021 - 12h48

Não é novidade que a busca por diversidade e inclusão tem se tornado uma pauta urgente dentro das empresas. Mas, muito além de estarem restritas à comunicação da porta para fora, a inclusão e a diversidade precisam estar presentes na atração, gestão e promoção dos colaboradores. Nesse sentido, a maneira como uma empresa se relaciona com seus funcionários é um indicativo importante sobre seus valores e comprometimento com a inclusão. Pensando nisso, a Mappit, empresa do Talenses Group especializada em início de carreira e contratação inclusiva, e a consultoria CKZ Diversidade desenvolveram uma pesquisa para avaliar a atuação das companhias com relação à comunicação humanizada e inclusiva.

 

Levantamento, realizado em junho, ouviu mais de 160 profissionais (Crédito: Alvarez/iStock)

O levantamento foi realizado em junho e ouviu mais de 160 profissionais. Destes, 79% estão trabalhando no momento. Quando questionados se sentem-se representados pelos materiais visuais, como apresentações, anúncios e comunicados de suas empresas, a maioria (75,93%) respondeu que sim. Cerca de 63% dos respondentes também consideram que as empresas em que trabalham se preocupam com a diversidade na hora de selecionar palestrantes, desenvolver eventos e conferências.

A pesquisa também analisou o teor da comunicação corporativa: 15% afirmaram já ter visto atributos físicos sendo abordados de maneira pejorativa em comunicados empresariais, 14% apontaram o mesmo problema com relação à orientação sexual e 11%, ao gênero. Os entrevistados foram convidados a analisar se há um movimento de inclusão nas comunicações de sua organização e 46% relataram um aumento no número de mulheres e 38% no de pessoas pretas representadas pelas ações. Já 18% dos respondentes acreditam que nada mudou.

Outro ponto analisado pelo estudo foi o nível de diversidade e inclusão empregado durante os processos seletivos, na hora de anunciar as vagas de emprego. Para 48,77% dos entrevistados, os anúncios de oportunidades de emprego disponíveis no mercado não levam em consideração essas questões, e 15,43% apontam, ainda, já terem visto a questão da identidade de gênero sendo abordada de maneira pejorativa na divulgação de vagas.

“A comunicação inclusiva pode ajudar a transformar a nossa mentalidade, a nossa forma de ver o mundo e os conceitos também, que são extremamente importantes. Essa pesquisa teve como objetivo entender o quanto as pessoas precisavam dessa comunicação inclusiva e os resultados mostraram que as empresas precisam porque elas não sabem lidar com assunto”, aponta Cristina Kerr, fundadora da CKZ Diversidade.

*Crédito da foto no topo: reklamlar/istock

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