Grupo Globo faz terceira incursão no mundo das fintechs

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Grupo Globo faz terceira incursão no mundo das fintechs

Após investir na Órama e Stone, empresa aporta R$ 35 milhões na Bom Pra Crédito e reforça a área financeira como foco de diversificação

Luiz Gustavo Pacete
25 de setembro de 2019 - 6h00

 

Criada em 2014, a Bom pra Crédito levantou, recentemente, um outro aporte de R$ 29,5 milhões (Crédito: Reprodução)

O Grupo Globo fez mais uma investida no universo das startups financeiras, as fintechs, nesta terça-feira, 24, ao anunciar um investimento de R$ 35 milhões na Bom Pra Crédito. A startup de empréstimo pessoal que se intitula como shopping do crédito, criada em 2014, já havia captado outros R$ 29,5 milhões com fundos e investidores-anjo.

Em comunicado, Sérgio Lourenço Marques, diretor-financeiro do Grupo Globo, explicou que o objetivo com a parceria é “democratizar ainda mais o acesso a crédito no Brasil, e o Bom Pra Crédito tem as soluções certas e uma equipe de profissionais experientes para alcançar esse objetivo.”

A startup já atendeu mais de seis milhões de pessoas e intermediou R$ 500 milhões em empréstimos. A previsão é que ela encerre o ano de 2019 com 120 colaboradores. “Ter o Grupo Globo como nosso sócio é uma oportunidade de aumentarmos nosso alcance para além do mundo online , gerando mais impacto em termos de ampliação do acesso ao crédito no País e na melhoria das condições para nossos clientes. Além disso, vemos esse momento como essencial para ganharmos ainda mais credibilidade frente ao público brasileiro.”, afirma Ricardo Kalichsztein, CEO e fundador do Bom Pra Crédito.

O investimento na Bom pra Crédito é o terceiro feito pelo Grupo Globo em uma fintech, o último foi no final de julho, quando o grupo anunciou um aporte de R$ 461 milhões por 33% de uma joint venture com a empresa de pagamentos Stone, ainda sem nome definido.

A primeira a receber um aporte do Grupo foi a Órama Investimentos, em 2017. O grupo também possui investimentos em startups de outro segmento como o aplicativo de entrega Rappi e o site Enjoei.  Humberto Matsuda, membro do conselho de Anjos do Brasil e um dos fundadores do Think Tank de políticas públicas de startups Grupo Dínamo, explica que, independentemente de origem do capital ou setor econômico, as fintechs acabam sendo a melhor forma de modernizar e garantir retornos expressivos.

“O grupo Globo com certeza enxerga os novos paradigmas e está se posicionando para esse novo mundo. Mas isso não é exclusivo de grandes grupos de mídia, diversas empresas dos mais diversos setores também estão buscando oportunidades de investimento com esse perfil. Já para as fintechs, ter um investimento de um Grupo Globo gera acesso a grandes cheques que financiarão esse crescimento meteórico necessário tanto para a disrupção, bem como a geração dos retornos compatíveis com esse risco”, explica Matsuda.

Felipe Matos, autor do livro 10 Mil Startups, explica que esse movimento é mais um passo da Globo em direção à diversificação do seu modelo de negócios, que “parece estar convergindo para o segmento das fintechs”. “Em geral, negócios desse tipo funcionam num modelo conhecido como “media for equity”, em que parte do investimento da empresa de comunicação é feito através do fornecimento de espaços publicitários em seus canais, o que pode ser um bom negócio para ambas as partes”, explica.

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