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De volta para o futuro

Enterrada na era pós-modem, AOL tenta encostar no Google e no Facebook para disputar a terceira força do mercado, mas, para isso, terá de encarar “fantasmas”, como o Snapchat


30 de novembro de 2016 - 11h17

cmo-digital-nao-e-apenas-um-canal-de-comunicacaoDifícil imaginar que alguém já precisou de CD para baixar um discador. Mas foi assim que a AOL (América On Line) ficou famosa na década de 1990. Enterrada na era pós-modem, a empresa tenta agora pegar a terceira via do mercado para reencontrar o sucesso conhecido anteriormente. A AOL retorna com força para entrar em uma briga de gigantes e ganhar relevância no mercado de mídia digital em todo o mundo.

E parece que estão mesmo preparados para encostar no Google e no Facebook. Eles têm ferramentas, profissionais e um diferencial importante: a produção de conteúdo. Este sim é o principal trunfo desse novo player que, além de tecnologia, oferece estrutura com estúdios próprios. A grade atual já exibe diariamente três programas de entrevistas ao vivo, incluindo talk show e late show. E, claro, como não poderia faltar, a AOL está instalada em um escritório que te deixa com vontade de morar lá. Fiquei surpresa quando visitei a sede da companhia, em Nova York (EUA), há cerca de um mês.

A imersão foi inspiradora. Vi David Bell falar sobre “A arte da liderança”, David Shing apontar “o quanto a conversão de marca é influenciada pela experiência” e Amy Mitchell revelar os planos da Convertro para competir no mercado de marketing direcionado por dados, “menina dos olhos” dos anunciantes atualmente.

Eles têm ferramentas, profissionais e um diferencial importante: a produção de conteúdo. Este sim é o principal trunfo desse novo player que, além de tecnologia, oferece estrutura com estúdios próprios

A lista de produtos ofertados pela AOL também ganhou espaço. Sobre one video quem falou foi Lewis Sherlock, enquanto Jim Norton apresentou os desafios que a AOL terá que enfrentar para pôr em prática o seu plano ambicioso. Uma das apostas é o content moments, recurso que foi detalhado por Christian Kugel e Maya Abinakad. Teve ainda uma Buid session, um dos programas ao vivo da AOL, e um papo com Molly Swenson sobre a Ryot. Ao fim de três dias, a viagem terminou com uma conversa descontraída com o time da AOL Brasil.

Como profissional de mídia, fico motivada ao saber que podemos contar com mais players para construir estratégias de marca. Notei que a empresa oferece possibilidades que ainda nem sequer foram anunciadas ao mercado brasileiro, como o arsenal para produção de conteúdo. Preferiram adotar uma postura modesta. Mesmo assim, acredito que a AOL está de volta. E pronta para disputar a terceira força do mercado. O respaldo vem da operadora de telecomunicações norte-americana Verizon, que adquiriu a AOL por US$ 4,83 bilhões em maio, compondo uma estrutura que ainda deve juntar Yahoo e propriedades da MSN.

Apesar do potencial da AOL, a disputa pela almejada posição ao lado de Google e do Facebook para se tornar a terceira potência da internet tem outros postulantes desafiadores. A AOL ainda terá que encarar alguns “fantasmas”, como o Snapchat.

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