Siga o contexto – ou morra perdido

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Siga o contexto – ou morra perdido

Nunca precisamos tanto de histórias autênticas, que consigam percorrer os diversos canais de informações numa narrativa legítima – ainda que não linear


30 de maio de 2017 - 8h51

Volta e meia você se depara aqui no Meio & Mensagem com artigos sobre as tendências do futuro da comunicação. Sobre como as consultorias estão ganhando espaço frente às agências de publicidade. Lê sobre como é importante ser cada vez mais digital, ter espírito de startup, apostar em tecnologia, usar Big Data a seu favor, ser mais criativo, autêntico etc. etc. etc.

Foto: Reprodução

Se você olhar para fora do nosso mercado, então… parece que tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo agora em dezenas de matérias ou artigos de todo mundo que passou a se manifestar indiscriminadamente sobre qualquer coisa em qualquer canal sem ligar pro fato de ter credibilidade ou não pra falar de todos os assuntos ou sequer fazer uma pausa mínima pra pontuação que… cansa.

Estamos todos cansados. E precisando de ajuda para interpretar o que, de fato, anda acontecendo por aí.

Hoje temos acesso a todo tipo de informação. De qualquer fonte. Por qualquer meio. Mas nunca estivemos tão perdidos como sociedade.

Nunca o mundo precisou tanto de tanta explicação. Nunca precisamos tanto de histórias autênticas, que consigam percorrer os diversos canais de informações numa narrativa legítima – ainda que não linear.

“Histórias autênticas e narrativas não lineares”… Parece título de monografia ou papo de pseudo-guru-empreendedor-de-palco.

Mas o fato é que ninguém se interessa pelo que não tem verdade. Seja a verdade literal do dicionário ou a fantasia que representa sentimentos reais.

Nosso mercado sempre se valeu disso, em qualquer mídia: novela, comercial, notícia, press-release. E se em 2017 ainda tem gente falando em “revolução digital” é justamente porque essa dinâmica não para de mudar. Nem vou falar das redes sociais… simplesmente porque até a sua avó já está na Internet há pelo menos cinco anos. Algo tão mainstream que está até no comercial que o banco fez pra TV. No ano passado.

O que você realmente precisa saber é que, seja qual for o meio ou a tecnologia que você usa para se comunicar, hoje em dias as conversas não são mais lineares. E as pessoas não são mais tão previsíveis.

Se antigamente o Coronel Mostarda estava na sala de estar assistindo TV, hoje ele está com o smartphone no hall vendendo ações da fábrica de candelabros. E maybe, just maybe, nem tenha matado ninguém.

É o marketing de contexto. Mas não se apegue à buzzword. Entenda isso como uma estratégia que ajude sua empresa a resolver seus problemas de negócio por meio da comunicação – não somente fazer marketing pelo marketing

A linha reta na jornada de consumo de informação não existe mais. Se quebrou e agora parece um enorme exercício de ligar os pontos e ver o desenho que aparece. Esse desenho é o bom e velho contexto. É nesse contexto que as conversas acontecem. E para fazer parte delas, sua marca precisa entender como ligar esses pontos.

Pare um segundo para pensar: você deve ter um monte de agências trabalhando para você. Mas alguma delas te ajuda a ligar os pontos? Mesmo as consultorias… elas podem ser muito eficientes em resolver seus problemas pontuais de negócios. Mas será que conseguem proteger a sua marca e a sua reputação?

Estamos no meio de uma crise. Pensa bem… o que você faz numa crise? Conversa. Conversa para entender o que está se passando. Tentar descobrir para onde o mundo está indo. Saber o que fazer. Como fazer. Para chegar nas melhores decisões e nas escolhas mais sábias. Para buscar um contexto que faça sentido.

Mas o jeito de conversar hoje não é mais o mesmo de antigamente. Para funcionar, a conversa ainda precisa ser autêntica, honesta e transparente. Mas não basta mais pegar um megafone e sair gritando por aí. Porque desse jeito você só vai conversar com as paredes.

Também não adianta arrumar um monte de dados e, com base neles, ditar o que sua marca precisa fazer. Porque desse jeito você só vai conversar com os robôs.

Existe um jeito novo de conversar. Uma maneira nova de falar – e de ser ouvido – que é essencial para você poder conversar com seus amigos. Seus colaboradores. Seus clientes. Seus consumidores. Com todo mundo.

É o marketing de contexto. Mas não se apegue à buzzword. Entenda isso como uma estratégia que ajude sua empresa a resolver seus problemas de negócio por meio da comunicação – não somente fazer marketing pelo marketing. Exatamente como os Periscinotos, Salles e Corrêas da vida, os founding fathers da propaganda brasileira, faziam lá atrás.

Pode ser com o Coronel Mostarda, com o Sr. Marinho ou com a Dona Branca. Tanto faz quem você vai escolher. Mas, definitivamente, está na hora de você começar a trabalhar com alguém que te ajude a ligar os pontos.

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