Para sobreviver, é preciso se adaptar

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Opinião

Para sobreviver, é preciso se adaptar

Na NRF 2018, uma das preocupações mais debatidas é como trazer o consumidor de volta para a loja física


16 de janeiro de 2018 - 18h34

Não há dúvidas de que todas as novas tecnologias alteraram a forma como consumimos. A pergunta que paira no ar há anos, no entanto, é como usar as novas plataformas para impulsionar os negócios e não cair no esquecimento em meio a tantas novidades.

A questão não é simples, mas uma das missões da NRF 2018, o maior evento de varejo do mundo que acontece em Nova York, é exatamente dar ideias para varejistas de 95 nacionalidades diferentes, preocupados com qual será o futuro dos mercados.

A própria conferência é prova viva de que a chave do sucesso é se reinventar. O evento chega esse ano a sua 107a edição sendo referência há mais de um século para tendências em consumo. Uma das palestrantes presentes, Kate Ancketill, CEO da GDR Creative Intelligence, uma consultoria de tendências que tem como clientes a gigante de vendas americana Macy’s e a rede de hotéis Hilton, falou sobre a importância do que chamou de “plataform thinking”, ou seja, a capacidade de o varejista oferecer produtos e experiências diversas nas mais diferentes plataformas. E quando ela fala em diferentes, realmente se refere a meios inusitados.

Por exemplo, empresas de vários setores já fecharam uma parceria com a General Motors para que o consumidor possa fazer compras enquanto dirige. Novos carros da empresa já saem da fábrica com um dispositivo de compra no navegador. É uma mecânica simples que permite que o motorista ou passageiro adquira algum produto de emergência, faça reservas em restaurantes e até garanta uma vaga em um estacionamento enquanto está preso no trânsito.

No mesmo caminho de facilitar a vida do consumidor, a Lufthansa fez uma parceria com uma rede alemã de supermercados para que o passageiro possa fazer compras durante o voo. Ele agenda o melhor dia e horário para receber os itens e resolve o tradicional problema de não ter nada em casa depois de uma viagem.

Uma das preocupações mais discutidas também nesse segundo dia da programação é como trazer o consumidor de volta para a loja física. Neste sentido, é necessário pensar que uma mesma marca precisa entender suas diferentes plataformas como uma coisa só e não como concorrentes na hora da venda. Um passo precisa ser desenhado com o objetivo de ajudar o outro. É a tão falada estratégia omnichannel, que nem sempre é implementada na prática.

Ou seja, facilitar a experiência de compra é uma regra básica. Durante o painel Entregando a experiência de varejo moderno, Jennifer Bailey, vice-presidente de internet services da Apple Pay, apresentou o aplicativo da rede de cosméticos Sephora. Ao fazer uma biometria do rosto, são sugeridos alguns produtos de cuidado da pele e de maquiagem. Se o consumidor decidir comprar algum deles via Apple Pay, recebe na hora dicas e o passo a passo de como usar o produto que acabou de adquirir.

Alguns conselhos de como fazer a loja ser mais atrativa também foram abordadas entre os expositores da feira. Por exemplo, a empresa de chocolates Hershey’s criou gôndolas chamativas, com letreiros coloridos, luminosos e até sonoros para chamar a atenção dos clientes.

Outra empresa de doces, a Lolli and Pops, usa computadores para reconhecer os compradores mais assíduos no momento em que entram na loja. Dessa forma, através da análise de dados do que já consumiram antes, os vendedores podem sugerir produtos que provavelmente irão agradar mais. Garantindo, assim, não apenas uma boa experiência de compra, mas uma alta probabilidade de que o consumidor retorne ao ponto de venda.

Tudo nos leva no sentido da disrupção! São incontáveis os exemplos, todos com os mais variados ingredientes. Entretanto, não existe uma fórmula mágica. Cada marca precisa avaliar quais plataformas tem à disposição e, principalmente, entender como usá-las para facilitar a experiência do consumidor. Só assim é possível usar essa onda de tecnologia a favor das vendas.

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