Quantos segundos você pagaria em um vídeo?

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Quantos segundos você pagaria em um vídeo?

Em qualquer conteúdo o fundamental não é o tempo de duração, mas a relevância do que é oferecido


1 de abril de 2019 - 13h24

 

 

(crédito: reprodução)

Todo conteúdo audiovisual ou sonoro é, hoje, uma espécie de produto disponível em uma prateleira, disputando, não a compra, mas a atenção das pessoas. Pedindo, não o nosso dinheiro, mas o nosso tempo, moeda tão escassa e por isso tão valiosa nos dias atuais. E se em qualquer oferta o que importa não é o preço, mas o valor do que é entregue, em qualquer conteúdo o fundamental não é o tempo de duração, mas a relevância do que é oferecido. Assim, “pagar” 4:15 num áudio de WhatsApp geralmente sai caro. Mas gastar 50 minutos num episódio de Game of Trones sai barato, vale cada “centavo- segundo.” Três minutos num vídeo de autoajuda picareta? Caríssimo. Três minutos naquele Porta dos Fundos que bombou? De graça. Quatro míseros segundos naquele gif hilário? Negócio da China.

Os conteúdos produzidos pelas marcas, é claro, seguem essa mesma lógica baseada na relevância para seu público.E quanto mais se parecem com propaganda tradicional, menos relevantes são. Portanto, mais caros e menos valiosos ficam. “Pagar” 6 segundos de atenção naquele pre-roll irritante com uma celebridade custa uma fortuna. Assim como não vale investir 30 segundos naquele comercial chatérrimo que interrompeu o vídeo do Facebook.

A função da publicidade é criar relevância (ou valor) para convencer o público-alvo a “pagar” por um conteúdo usando seu rico tempinho. É aí que entra a criatividade.

Sim, Game of Thrones, gif hilário e Porta dos Fundos só valem a “compra” porque são conteúdos supercriativos. Imperdíveis. E a propaganda só será “comprada” se apresentar conteúdos igualmente criativos e imperdíveis. Portanto, se clientes só sobrevivem vendendo produtos nos quais faça sentido investir dinheiro, agências só sobreviverão se criarem conteúdos nos quais valha apena investir tempo.
Comprar o tênis Nike de R$ 600 tem de ser tão “bom negócio” quanto investir assistindo ao comercial de 3 minutos da Nike.Comprar uma caixa de Lego por R$ 350 precisa fazer tanto sentido quanto investir 2 horas assistindo Lego, Filme.

Quando agência falha e cria conteúdo irrelevante, o consumidor simplesmente não assiste. Skip nele. E skip na propaganda logo vira skip no ponto de venda.Quando o conteúdo não conquista o tempo do consumidor, certamente o produto anunciado não conquistará seu dinheiro.

OBS: Obrigado por ter investido seu tempo nesse texto, espero que tenha saído barato.

*Crédito da foto no topo: Pixabay

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