O poder da influência digital

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O poder da influência digital

76% dos usuários de internet no Brasil já consumiram produtos ou serviços após a indicação de influenciadores digitais


7 de novembro de 2019 - 15h30

(Crédito: Venimo/ iStock)

Uma pesquisa realizada no início de agosto pelo Instituto Qualibest, em parceria com a Spark, apontou que cerca de 76% dos usuários de internet no Brasil já consumiram produtos ou serviços após a indicação de influenciadores digitais. O número, inclusive, salta para 82% entre aqueles que prestam atenção em postagens pagas. O estudo foi feito com 1,1 mil pessoas com 15 anos ou mais, de todos os gêneros, estratos sociais e regiões do País. O levantamento considerou usuários que acessam no mínimo duas mídias sociais e que seguem digital influencers.

Interessantíssima, a pesquisa confirmou algumas impressões, mas também demoliu “verdades absolutas”. O primeiro dogma a cair por terra foi um suposto sentimento de desconfiança relativo à natureza do trabalho dos influenciadores. Sim, os seguidores, de fato, os veem como produtores e disseminadores de conteúdos relevantes, orgânicos ou patrocinados. Tanto faz. É que, por receio em não ter engajamento – ou até mesmo perder seguidores, era comum entre os creators não sinalizar entre as postagens quais eram patrocinadas. Medo bobo. Segundo os entrevistados na pesquisa, basta somente, no post, informar que se trata de um publi. Reforça a transparência. E os seguidores adoram isso.

O levantamento também mostrou que a maior parte dos usuários consegue identificar os posts patrocinados — e consideram importante essa identificação. Mas, ao contrário do que se imaginava, o reconhecimento de que o conteúdo é publicidade praticamente não diminui a interação ou o engajamento. Não mina a confiança no influenciador, na marca ou no produto. Desde que seja autêntico. Aliás, esse é o maior ativo de um criador de conteúdo: autenticidade.

Em artigos como este, mas também em palestras e aulas, venho há algum tempo falando sobre o valor da autenticidade, mas, principalmente, sobre o poder da influência digital. E alertando sobre a importância da responsabilidade e da coerência com o conteúdo produzido, endossado ou compartilhado. A razão? Bom, é que direta ou indiretamente, influenciadores digitais sugestionam o pensamento e as ações de milhares ou milhões de pessoas. Crianças e adolescentes, em sua maioria. Eles têm um poder imenso de mudar comportamentos. E isso não pode ser negligenciado e tampouco usado de modo errôneo. “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, ensinou o grande Stan Lee.

Em relação às impressões confirmadas pela pesquisa Qualibest-Spark, uma delas, em especial, chamou a minha atenção. Diz respeito ao Instagram, especificamente. É que, segundo o estudo, apesar das mudanças recentes promovidas pela plataforma, ocultando o número de likes dos usuários, 42% deles não alterou a forma como interage no aplicativo. Previ isto em julho passado, neste artigo, quando afirmei que o uso do Instagram para lazer, pelos usuários, seria pouco alterado pela nova medida de ocultação de curtidas.

Falando no Instagram, a pesquisa apontou que a plataforma é a mais usada pelos seguidores, ao lado do YouTube, para acompanhar influenciadores digitais. São 81%. O estudo também revelou que 41% dos usuários assistem a Stories com o áudio desligado. Durante as entrevistas, eles admitiram que só ativam o volume se o conteúdo, de fato, for relevante.

Relevância. Compromisso. Autenticidade. Esse é o verdadeiro poder da influência.

*Crédito da foto no topo: 

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