Wikinomia, marketing social e ações de branding

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Wikinomia, marketing social e ações de branding

Esses conceitos podem ser os maiores aliados em uma estratégia inteligente de performance


28 de abril de 2020 - 13h22

(Crédito: Sesame/ iStock)

Em período de quarentena, pandemia e crise econômica, precisamos, sim, refletir e ter cautela na hora de se comunicar, mas o mais importante agora é, acima de tudo, agir. Metodologia de marketing digital que une branding e performance pode contribuir para aumentar a receita e consolidar a imagem da marca neste período delicado e que requer um tom de comunicação alinhado com o que todos esperam ouvir.

As empresas têm, como nunca vimos antes, oportunidades imperdíveis para promover engajamento e a colaboração. Chegou a vez da Wikinomia, também conhecida como economia colaborativa, que é um conceito de marketing criado pelo renomado Don Tapscott, grande personalidade do marketing. Ou seja: assim como nossa amada Wikipedia, a Wikinomia é colaborativa e pode contar com a participação de todos que desejam ajudar.

Sim: a colaboração também é um valor central para a Wikinomia, assim como a criatividade, já que para romper com dinâmicas antigas e inventar novas, precisamos desaprender velhas teorias e desafiar convenções. Mas o valor principal, aquilo que pode ser o pulo do gato para termos uma sociedade com mudanças realmente profundas, é o CUIDADO. Esse é o novo paradigma da sociedade. Quando finalmente nos damos conta que cuidar do outro é cuidar da gente, e do todo, passamos a agir no trabalho com os mesmos valores que agimos em casa e descobrimos que, ainda assim, é possível ser sustentável financeiramente. Ou melhor, descobrimos que por conta disso é possível ser sustentável no longo prazo.

Não aconselhamos apenas uma comunicação de marketing desconectada com o cenário atual e ajudar uma transformação efetiva na vida das pessoas nesse novo contexto vai muito além do que apenas divulgar seus produtos e serviços. É preciso mostrar que você se importa, de verdade. Seja produzindo álcool em gel e máscaras, ou solucionando problemas financeiros de seus clientes ou criando espaços online de entretenimento, educação, colaboração e conexão entre as pessoas.

O momento é de colaborar, apoiar e não competir. Ser sincero, apoiar de verdade, fazer a diferença. Temos acompanhado diariamente empresas buscando formas de colaborar. Se os grandes bancos estão se unindo para ajudar, se as companhias aéreas se uniram para auxiliar no transporte de equipes médicas, se a Netflix está divulgando os filmes e séries de seus principais concorrentes, se a 99 está convidando a Uber para se juntarem em ações especiais, por que não a sua empresa? Como os seus competidores e amigos do mesmo mercado podem apoiar uma comunidade, ou um segmento que precisa e busca ajuda? Esse é o momento de unir esforços e fazer tudo o que podemos para ajudar aqueles que mais precisam.

Em praticamente qualquer lugar do mundo, os produtos e serviços não essenciais são os primeiros a serem cortados na vida do consumidor e no budget das empresas no curto prazo. Portanto, para todas estas empresas e segmentos de negócios que vendem produtos que não são considerados essenciais durante esse período, os próximos meses não serão fáceis. E qual a solução?

Em vez disso, devemos focar em oferecer soluções de negócios para proporcionar a melhor experiência para nossos clientes. Algumas dessas iniciativas podem não gerar receitas imediatamente, mas acabarão por ajudá-los a manter e restaurar relacionamentos, o que será benéfico quando os orçamentos voltarem ao normal.
Fique ligado nessas dicas para sua empresa em período de pandemia:

1. É o momento de agir! Agindo já será difícil. Parado então é impossível. A primeira reação em momentos como esse, de mudança brusca de comportamento – mundial – e efeito direto na cifra é a paralisação. Entendemos o medo e o receio, mas defendemos o contrário. Agora é a hora de se perguntar, se questionar e agir como marca e instituição. Mostrar seu valor perante o mercado e a sociedade e fazer a diferença.

2. Cuidado com campanhas puramente de hard sell. Em momentos como esse, tentar vender produtos apenas com foco no faturamento pode gerar o efeito contrário. As empresas não devem perseguir a venda forçada ou ser agressivos demais, pois parecerão insensíveis e desagradarão os potenciais compradores que enfrentam decisões difíceis sobre onde precisam cortar.

3. É preciso adequar valor e adequar o seu negócio para oferecer serviços que façam sentido neste período de pandemia.

4. Navegue no momento para a construção da relação emocional, relevância para a vida da pessoa. Se a sua marca entrega isso, é um momento propício para comunicar.

5. É hora de as marcas mostrarem consciência e humanidade. Nesse contexto, fica cada vez mais nítido que quanto mais humanos formos, mais espaço e relevância teremos para as pessoas, e mais chance de conquistarmos o coração e o bolso delas quando tudo melhorar.

Concluindo, cuide da saúde da sua marca e não faça marketing oportunista. Depois da pandemia as empresas serão divididas entre as que agiram com respeito e zelo pela sociedade e todas as outras que não fizeram vêm depois. Você pode escolher participar dessa mudança ou esperar que ela chegue.

*Crédito da foto no topo: iStock

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