Empatia para ressignificar

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Empatia para ressignificar

Enquanto a maioria das empresas responde à crise focando na atual situação, algumas se diferenciam com foco na reinvenção


6 de julho de 2020 - 13h50

(Crédito: Tomozina/iStock)

A arte de se colocar no lugar do outro pela imaginação, compreender seus sentimentos, perspectivas e usar essa compreensão para guiar as próprias ações. Assim é conceituada a empatia, que alcançou um espaço essencial e determinante no mundo dos negócios, deixando de ser um diferencial para se tornar uma medida de sobrevivência corporativa.

Diante de um cenário de incertezas e transformações, consumidores cada vez mais conscientes e seletivos, começam a buscar por marcas que tenham um propósito claro, que atuem de forma responsável, com viés coletivo e de forma consistente, aliando objetivos de negócios a relevância para a sociedade.

A crise tem sido um teste para ver quem tem se mostrado relevante ou não dentro desse novo contexto!

E não tem escapatória, chegou o momento de marcas revisitarem seu propósito e assumirem um posicionamento social protagonista. Tendem a ter um futuro mais privilegiado, aquelas que conseguirem convergir as verdades da marca com as verdades humanas e culturais. Esse é o significado de propósito adaptado aos novos tempos, uma abordagem centrada no ser humano como norteador da estratégia de marca.

Um novo marketing se estabelece, agora mais humanizado e a serviço da construção de um mundo melhor. E nesse contexto, a empatia se torna habilidade fundamental aos profissionais da área. Liderar uma marca, é saber atuar com empatia, é entender que impacto social é um dever e não uma opção. Afinal, construir um futuro melhor começa pela escolha consciente das inovações que irão compor o portfólio da marca.

E com o olhar positivo, sim, o mundo corporativo está mais empático! Marcas se unindo para ajudar nas mais diversas formas. A criatividade inundou o marketing e a cada dia nos surpreendemos com a nossa capacidade de transformar, colaborar e protagonizar.

Esse novo modelo mental, que nos foi imposto como consequência do contexto, trouxe novas responsabilidades acompanhado de oportunidades para ressignificar o propósito do nosso trabalho.

Uma pesquisa da McKinsey & Company aponta que a sociedade estabelece critérios resultantes de um novo paradigma de mindset. A partir da pandemia, as pessoas entendem a necessidade de maior prevenção, planejamento e consciência ao consumir.

Existe um contexto muito importante por trás de todo esse cenário. Quando a empatia é praticada, tanto a parte que recebe o olhar quanto a que exerce são igualmente beneficiadas. O exercício da empatia surte efeito em via de mão dupla! É justamente nesse ponto crucial que a transformação acontece.

Alguns processos estratégicos no universo corporativo facilitam esse fluxo como o design thinking, que envolve empatia, criatividade e racionalidade para criar soluções bem sucedidas. As empresas adeptas a esse processo se tornam resilientes e capazes de compreender com assertividade o universo de seus consumidores.

A compreensão sobre o consumo mudou. Um estudo da Narita Strategic Design destaca o propósito das embalagens no pós-pandemia, enfatizando a relevância de sete aspectos que se tornaram fundamentais para o consumidor: a tecnologia como meio informativo, a personalização, o poder da experiência, a criatividade na entrega, a relação de custo/benefício, a sustentabilidade e a saúde com fator primordial.

Outro dado interessante, também presente em estudo da McKinsey & Company, que diz sobre o quanto as empresas tendem a ganhar praticando a empatia, é sobre o direcionamento dos esforços para os 3Rs. Enquanto a maioria das empresas responde à crise focando mais no gerenciamento da situação do que na retomada, algumas se diferenciam justamente pelo posicionamento com foco na reinvenção.

Os 3Rs que conduzem esse comportamento estão atrelados à capacidade de responder, retomar e reimaginar. Essas ações são definidas pelo processo de empatia, quando as marcas observam para onde devem seguir de acordo com as necessidades reais da sociedade e escrevem sua nova história partindo desse propósito.

*Crédito da foto no topo: Dom J/Pexels

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