T-commerce e o poder de uma jornada única

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T-commerce e o poder de uma jornada única

Maior meio do País encontrou seu espaço na jornada de compra dos consumidores da próxima década


16 de setembro de 2020 - 14h02

(Crédito: Jeshoots/ Pexels)

Vamos começar diferente essa leitura? O que é o que é… já ocupou o cargo de maior inovação de todos os tempos, mas foi deposta por outras, décadas à frente? Já foi considerado o principal meio de massa, o principal meio formador de opinião e, talvez, seja até hoje, mesmo que alguns duvidem? Possui conteúdo, informação, teatro, fotografia, entre outras linguagens em um único lugar?

Se sua reposta foi a televisão, acertou. Sim, hoje proponho pensarmos sobre a televisão e seu (re)significado. Acredito que para todos nós, como humanidade, 2020 não é um ano fácil de viver, e talvez esteja fazendo hora extra. Brincadeiras à parte, o primeiro fato que quero apresentar é: esse ano nos apresentou uma série de urgências, reflexões e novidades. A principal delas é o relacionamento com o desconhecido, o novo, e a necessidade de adaptação e compreensão ao que somos expostos.

Há tempos vemos um comportamento social binário configurado por nós e eles; eles e nós. Esse pensamento não é novo. Ele se apresenta toda vez que o futuro “desconhecido” se concretiza (aka o novo). Seja através de inovações ou simples mudanças de hábitos e pensamentos, que são significativas, transformadoras e necessárias. Ou simplesmente quando o medo impera. Tenho certeza de que você conhece alguém que já afirmou “o rádio vai morrer, agora que a televisão chegou” ou “a TV já era com a chegada dos streamings” ou “não aguento mais as mídias, vou reclamar no Twitter”. Estou certa? Conhecemos a finitude de algo apenas quando ela é programada para acontecer. Caso contrário, estaremos sempre nos adaptando (ainda bem!).

O segundo ponto que trago é: por que repetimos, aceitamos ou não questionamos o binarismo? O que há de errado com a possibilidade? Ou a variação? Ou os 50 tons de todas as cores? Acredito que a resposta para todas as perguntas é assumir a intenção em negar os fatos. Por que excluir? A vida é tão mais leve quando aceitamos que a adaptação é necessária e que a mudança é uma constante da vida. Dito isso, vale reforçar que só se mantém constante nos dias de hoje quem compreende, através da humildade do questionamento sobre o novo. E é esse o caminho que a televisão, ou algumas emissoras, estão tomando para entender a nova jornada de compra: shopping on demand, sem ter que sair de casa, pesquisar ou procurar. Uma jornada simples e de impacto único. Viu, gostou, comprou.

Comprar é uma ação inerente da sociedade do consumo. Essa ação também vem se ressignificando, tanto pelo caminho da consciência da real necessidade quanto pelo da agilidade do “eu vi, eu quero”. Caminhos antagônicos, sim. Fato! Porém, hoje podemos experimentar novas formas de fazer uma compra.

Todos os dias pela manhã ouço minha mãe dizer: “Nossa, você tinha que ver a roupa da Jaqueline Brasil hoje. Ela estava muito bem vestida”. À tarde a ouço novamente: “Nossa, a Maju hoje estava com um vestido maravilhoso. Queria saber onde ela comprou!”. Ainda não contei para ela, mas muito em breve ela poderá comprar o modelo que a Maju está usando, assim que vê-la entrar no ar. Obviamente, há questões tecnológicas específicas para que a compra se concretize, mas ela é uma realidade concreta.

Logo no começo da pandemia, assisti a um discurso da Beyoncé falando para os formandos de 2020 sobre aceitar as cartas que nos são apresentadas. Com o discurso da rainha em mente, termino meu pensamento com o convite para todos que decidem sobre investimentos em mídia e negócios a se questionarem sobre o impacto destas decisões.

Já vimos o hiper nicho proporcionado pela mídia segmentada funcionar, mas quando escolhemos esse caminho único e exclusivamente, abrimos a mão de uma infinidade de oportunidades. Hoje, nos é apresentado um formato abrangente com maior potencial de impacto e conversão. Um formato novo em um meio antigo. Um formato adaptativo.

Nós já sabemos: a mudança é uma constante e quem não se adapta fica estagnado na nostalgia do tempo. E em nada isso agrega. Ainda bem que o maior meio do País encontrou seu espaço na jornada de compra dos consumidores da próxima década.

Encerro, então, com o questionamento: qual o significado da sua estratégia de meios? Qual o significado da sua escolha para o futuro? Ela inclui ou ela exclui? Ela é adaptativa ou estagnada no tempo? O t-commerce chegou. Qual o sentido que daremos a ele?

*Crédito da foto no topo: Irina Devaeva/iStock

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