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Encarando a marca que representam como sobrenome, CMOs enfrentam o desafio do diálogo direto e constante com o público nas redes sociais, procurando equilíbrio entre a vaidade dos midiáticos e a inaptidão dos retraídos


10 de maio de 2021 - 13h52

(Crédito: Oatawa/ iStock)

Os executivos de marketing são fonte e público prioritário de Meio & Mensagem, pois estão na ponta decisora da engrenagem que movimenta a indústria de comunicação. Desta forma, é natural que boa parte do conteúdo produzido para todas as plataformas, inclusive a de eventos, durante o ano todo, tenha nesses profissionais seu foco principal. Há três anos, um espaço adicional foi aberto para discutir as carreiras na área de marketing, com a publicação do especial CMOs.

Em 2019, o tema central foi a questão da equidade de gênero e da presença feminina nos postos de liderança na área de marketing. Para embasar o debate, Meio & Mensagem contou com a parceria da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e realizou um mapeamento inédito sobre a quantidade de mulheres nas áreas de marketing de 80 das maiores empresas do País. Revelou-se que elas são maioria, ocupando 67% dos postos de trabalho, na ocasião, embora a ascensão nos organogramas faça rarear a incidência em cargos de comando: em 42% das empresas não havia nenhuma mulher superintendente, diretora, CMO ou vice-presidente.

No ano passado, a reportagem especial foi embasada por outra pesquisa proprietária, que ouviu 90 executivos de marketing sobre sua relação e a importância que conferem à criatividade. Essa relevância pode ser medida por dados como o de que, em um processo de seleção de parceiras de publicidade, a reputação criativa faria 53% optarem por uma agência em detrimento de outra, mesmo que a preterida fosse tecnicamente melhor. A partir de informações como essas, discutiu-se como os dados e as martechs são alavancadores de ideias criativas e como a disrupção está exigindo novas habilidades técnicas dos CMOs, em sua jornada de integrar estratégias de comunicação com resultados de negócio das empresas.

Nesta edição, estreia o especial CMOs 2021, com abordagem a um tema que impacta a rotina dos executivos de marketing: o aumento, por desejo ou obrigação, de sua atuação nas redes sociais como porta-vozes das marcas.

Em tempos de hiperconectividade, os limites tênues da exposição pessoal nas redes sociais são uma questão que gera conflitos em muitas pessoas, anônimos e celebridades. Mas o que fazer quando se carrega um sobrenome que é a marca que representa enquanto CMO?

A primeira parte da reportagem especial da editora Roseani Rocha, publicada na edição semanal de Meio & Mensagem, mostra que a fala pública dos executivos de marketing ajuda as empresas a responderem ao desafio de avançarem na digitalização, mas com um toque humanizado. Também aponta como estabelecer limites aos mais midiáticos, alternativas aos mais retraídos e detalha o trabalho de agências especializadas em Personality PR, que podem ajudar a encontrar o tom e a frequência ideais, o discurso mais adequado para as diferentes redes sociais, os métodos de entendimento dos algoritmos para aumentar o engajamento das pessoas e até mesmo dar aconselhamento visual.

Os caminhos mais trilhados são o de se posicionar como autoridade e referência em um tema específico, o que exige consistência e credibilidade, e o entendimento de que ninguém precisa ter opinião sobre tudo. A prudência manda avaliar o despreparo antes de se expor — “A overdose de opinião que o mundo vive é um equívoco”, opina Ana Julião, gerente geral da Edelman Brasil, uma das especialistas entrevistadas.

Evidentemente, esse é um debate que, como ocorre normalmente nas redes sociais, não se esgota aqui e, inclusive, continua na próxima edição, quando abordaremos como o ganho de visibilidade e a interação dos executivos de marketing influenciam a forma como consumidores e outros públicos veem e julgam as marcas sob seu comando.

*Crédito da foto no topo: Reprodução

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