A presença da mulher no varejo do século XXI

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Opinião

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A presença da mulher no varejo do século XXI

Embora sejam aproximadamente metade dos profissionais do comércio, mulheres em cargos de liderança no setor são apenas 16%


18 de maio de 2021 - 14h31

Nós estamos conquistando! Difícil acreditar que no século XIX nosso espaço no mercado de trabalho era considerado supérfluo, quando a sociedade acreditava que o homem era o único provedor das necessidades da família, cabendo à esposa a função de manter o lar na mais perfeita ordem, além de educar seus filhos.

Mulheres chefiam 45% dos lares, segundo o IBGE, mas sua ascensão a cargos de liderança ainda é um desafio (Créditos: Tima Miroshnichenko/Pexels)

Um século depois percebemos os avanços das mulheres no mercado de trabalho. Embora haja um longo caminho a ser percorrido, estamos assumindo lugares de destaque em toda a sociedade.

Hoje, desempenhamos muitos papéis e chefiamos 45% dos lares brasileiros, segundo o IBGE. No varejo não é diferente. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Grupo Mulheres do Varejo (MdV), aproximadamente metade dos profissionais do comércio são mulheres, porém apenas 16% ocupam cargos de liderança no setor.

Inovação, coragem e determinação são algumas palavras que definem a nossa participação no varejo, onde nossa presença se notabiliza em todas as funções das empresas.

Pesquisas recentes evidenciam o crescimento do número de mulheres que estão conquistando cargos de direção nas organizações. A ascensão da mulher aos cargos de liderança tem ocorrido em diversos países, de maneira análoga, como se houvesse um silencioso e pacífico levante de senhoras e senhoritas no sentido da inclusão qualificada no mundo do trabalho.

No Brasil, uma das características mais significativas são as distorções salariais entre homens e mulheres. Entretanto, nossa presença é muito relevante em todos os setores, colaborando com a atuação especializada para o desenvolvimento econômico e social.

De acordo com um estudo recente feito pela consultoria McKinsey, com mais de 600 empresas, corporações com maior número de mulheres têm mais chance de obter resultados melhores, quando se compara a margem Ebitda com a média do setor que atuam. Entre as menos diversas, o percentual é de 28,6%. Ou seja, atualmente ainda precisamos de estudos para comprovar que a diversidade impacta positivamente no resultado das empresas e que temos uma jornada intensa de transformação pela frente. Jornada esta que foi iniciada por muitas mulheres que desbravaram um campo bem desafiador.

São mulheres que estão trabalhando em posições de destaque em empresas já estabelecidas ou até mesmo empreendendo e formando importantes empresas de vários segmentos em área antes com predomínio masculino.

Começamos ocupar mais espaços sociais e profissionais de destaque, antes, só exercidos por homens. Sim, parece utopia, mas finalmente vivemos num momento onde há mulheres astronautas, CEOs de multinacionais e até mulheres dirigindo grandes nações e em tantos outras posições.

Nós mulheres podemos fazer muitas coisas ao mesmo tempo, nossa sensibilidade, a empatia, a ousadia, o alto grau de criatividade, a versatilidade, a percepção aguçada, a flexibilidade, são algumas das nossas características que fazem a diferença. Quando mulheres ficam impedidas de ocupar esses espaços, o mundo perde oportunidade de crescimento e desenvolvimento. Diminui o estoque de pessoas talentosas que poderiam exercer as variadas atividades.

Há um longo caminho a ser percorrido para que equidade entre mulheres e homens aconteça. Mas, continuamos a lutar para conquistar nosso espaço, pois nossa atuação de alta performance com certeza é um fator decisivo para o desenvolvimento econômico e social do País.

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