Uma reflexão sobre o nosso tempo e o impacto no papel do marketing

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Opinião

Uma reflexão sobre o nosso tempo e o impacto no papel do marketing

Tudo virou mídia, o ponto agora é como as marcas estão capacitando os seus times para esse momento


2 de junho de 2022 - 6h00

À frente de movimentos estratégicos, Eletromidia expande ativos, lidera a conexão nas ruas e maximiza resultados

(Crédito: Shutterstock)

Já vivemos a era da publicidade, com a era de ouro da criação e dos filmes publicitários. Todo mundo tem na memória um daqueles filmes que eram uma verdadeira superprodução, que gastavam milhões para aparecer no horário nobre da TV aberta. Depois, vivemos a era do planejamento, liderada pelo Júlio Ribeiro. E não é que uma coisa substituiu a outra. As agências foram se especializando, tudo foi se somando.

Mas, hoje (diria já há alguns anos), a gente tem um novo cenário. Estamos vivendo a era das mídias, mas não das mídias tradicionais. Hoje, tudo virou mídia: o uniforme dos funcionários, o fundo da tela do Zoom, o ponto de venda instagramável, os pratos onde a comida é servida, a caixa da pizza, as embalagens do delivery, os comentários nas redes sociais, as equipes, funcionários, os CEOs e executivos influenciadores das suas marcas, avatares com personalidade, e, claro, o Instagram, o Facebook e o Twitter. E será que também o Orkut, que está renascendo?

O fato é que tudo virou uma mídia, e essa mídia gera resultado, gera relevância para a marca e o cliente. O ponto, agora, é como as marcas estão capacitando os seus times para esse momento. Esse é o desafio das empresas hoje, dos departamentos de marketing e das agências de comunicação, que nunca foram tão cobradas por ROI – o retorno sobre investimento. Brinco que até tirei minha HP da gaveta, porque o publicitário agora tem que fazer conta.

Um exemplo interessante desse novo cenário é a história da Maya Smith. Quando era funcionária do Starbucks, ela começou a postar vídeos da sua rotina no trabalho no TikTok. Para se ter uma ideia do alcance da barista, um dos reels que ela publicou, preparando um “Skittles Frapucino”, alcançou quase 6 milhões de curtidas – e uma análise que vimos na IFA (a maior feira de franchising do mundo) mostrou que toda vez que ela postava, isso aumentava a venda do produto em toda a região. As pessoas viam e ficavam com vontade de consumir.

Isso é um ótimo exemplo de como tudo, tudo mesmo, pode virar mídia. De uma forma não estruturada, essas novas mídias são as grandes mídias atualmente.

E, em função disso, estão nascendo formas de preparar o funcionário para que ele também possa potencializar essas mídias. Tem plataforma específica para isso, que ajuda o funcionário a fazer o post, e se a publicação tiver engajamento, o colaborador é remunerado.

Outro exemplo de que tudo vira mídia são as prateleiras do Whole Foods, a rede varejista americana. Os funcionários passaram a receber treinamento de como organizar os legumes e vegetais – e essa nova organização tornou os corredores instagramáveis.

As possibilidades são infinitas. As mídias deixaram de ser só a TV, o rádio, outdoor… Elas ainda têm sua importância, sim, mas a gente tem que se adequar e criar soluções para que essas novas mídias sejam usadas no seu potencial. Como tenho falado desde a NRF (maior evento de varejo do mundo) em janeiro deste ano, este é o ano de consolidar sua presença digital, seus canais de mídia, seja na PJ ou PF. Se você não está nesse estágio, meu amigo, corre porque já está saindo atrasado!

 

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