A nova fronteira da Web3

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Opinião

A nova fronteira da Web3

Para Miriam Shirley, CEO da Sapient AG2, mais que evolução das anteriores, nova tecnologia será ponto de virada em como nos relacionamos com a internet


27 de junho de 2022 - 11h18

Crédito: Shutterstock

Há muitas coisas que ainda não sabemos sobre a web 3.0 e isso faz parte de qualquer grande transformação digital. O que já sabemos é que a web 3.0, conhecida como Web3, é muito mais do que uma evolução tecnológica das suas irmãs mais velhas, web 1.0 e web 2.0; ela representa um ponto de virada na forma como vamos nos relacionar com a internet. Mais rápida, segura e aberta, a Web3, que ainda está em desenvolvimento, promete um avanço na sofisticação e customização da rede.

Durante uma apresentação no evento Viva Technology, no dia 16 de junho, em Paris, o CEO do Publicis Groupe, Arthur Sadoun, apresentou o chief metaverso officer, uma interface chamada Leon que foi projetada para navegar na Web3. O metaverso é um termo usado para descrever um espaço virtual criado pela convergência de realidade aumentada, realidade virtual e internet. Para Sadoun, o metaverso não é um destino, é um momento de aprendizado em tempo real para todos. “Requer interrogação, educação e experimentação. Estamos comprometidos com nossos clientes nessa jornada para ajudá-los a entender o que isso significa para seus negócios e oferecer os recursos da Web3 existentes no Grupo em dados, mídia e tecnologia”, explicou ele. E Leon, o novo CMO (chief metaverso officer) encarna isso na forma de um avatar, com o objetivo de ajudar os clientes a navegar neste novo lugar.

O exemplo do Publicis Groupe é um entre vários movimentos da indústria mundial da tecnologia para acompanhar esse momento da internet. O que está em jogo é a nossa capacidade de explorar as novas fronteiras da Web3 e desenhar os modelos de negócios que mais façam sentido aos nossos clientes e seus consumidores. E o principal desafio está na descentralização dos dados que a Web3 vai trazer já que ao contrário dos modelos anteriores (web 1.0 e web 2.0), a Web3 não vai depender de servidores unificados. Além disso, as máquinas se tornarão poderosas o suficiente para entender melhor o que está em seus bancos de dados.

A web percorreu um longo caminho desde seus primeiros dias como uma rede estática de páginas na década de 1980 (web 1.0). Com a chegada da web 2.0, iniciada em meados dos anos 2000, vimos o nascimento das mídias sociais e o surgimento da economia compartilhada. Agora, com a web 3.0 no horizonte, estamos começando a enxergar o potencial de descentralização, pois a nova plataforma vai permitir que os usuários interajam entre si e com o conteúdo de uma maneira mais significativa do que nunca.

E a expectativa é que num futuro bem próximo, o metaverso, espécie de porta de entrada da Web3, se torne ainda mais integrado às nossas vidas, com pessoas usando-o para trabalho, educação e entretenimento. Como eu disse no início do texto, ainda há muito o que explorar, aprender, sobre a Web3 e estamos aqui para isso.

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