Como o plano de carreira em Y funciona para formar e reter talentos

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Opinião

Como o plano de carreira em Y funciona para formar e reter talentos

A estrutura flexível permite que cada um trilhe seu caminho a partir de suas próprias escolhas, explorando diferentes habilidades e paixões


23 de maio de 2024 - 14h00

Algumas empresas e profissionais descobriram recentemente sobre o plano de carreira em Y: quando colaboradores podem crescer como especialistas em suas áreas ou como gestores. Apesar de ser um assunto mais debatido nos últimos anos, esse modelo já é aplicado em alguns lugares há tempos.

Aqui na agência, essa é a realidade da equipe há oito anos. E vou te contar: os resultados são impressionantes. A estrutura flexível permite que cada um trilhe seu caminho a partir de suas próprias escolhas, explorando diferentes habilidades e paixões. Nem todo mundo quer ir para a gestão e pode ser desmotivador pensar que esse é o único jeito de crescer na profissão. Por isso, possibilitamos duas trajetórias de desenvolvimento: especialização técnica e liderança.

Para a empresa, essa variedade traz uma série de vantagens. Primeiro, pudemos criar um time de experts em departamentos distintos, que ajudam a solucionar problemas, criar soluções inovadoras e treinar os recém-contratados. Ao mesmo tempo, surgem novos gestores que têm tempo e energia para se concentrar na liderança, sem necessariamente se ocuparem excessivamente com questões técnicas.

Além disso, a própria equipe se torna mais engajada, uma vez que podem escolher para onde querem levar suas carreiras. Abre-se então as oportunidades certas para as pessoas certas, o que aumenta as chances de retenção a longo prazo. Afinal, quando o futuro que você deseja para si está encaminhado, você continua andando em direção a ele.

Mas vale um ponto de atenção: para que o modelo funcione, o compromisso da empresa na formação de todos é fundamental, independentemente do caminho escolhido. Por aqui, capacitamos nossa equipe através das academias de liderança e de especialização, oferecendo o conhecimento que cada área exige. Assim contribuímos para que todos alcancem verdadeiramente seu pleno potencial profissional.

Acredito que esse modelo pode funcionar em muitos outros negócios. Uma boa maneira de começar a formar os colaboradores corretamente é identificar quais habilidades precisam ser mais desenvolvidas para cada ramo. No caso da especialização, por exemplo, essas competências fazem toda a diferença:

• Conhecimento especializado: capacidade de desenvolver um conhecimento profundo na área em questão.

• Resolução de problemas técnicos: habilidade para identificar, analisar e resolver problemas técnicos de forma eficiente e criativa, utilizando ferramentas e técnicas relevantes para a área de especialização.

• Atualização constante: disposição para se manter atualizado sobre as últimas tendências, tecnologias e melhores práticas na área de especialização, buscando sempre o aprimoramento contínuo.

• Adaptabilidade: capacidade de se adaptar a novas tecnologias, metodologias e exigências do mercado, garantindo que as habilidades técnicas permaneçam relevantes e atualizadas ao longo do tempo;

• Comunicação técnica: habilidade para comunicar conceitos técnicos de forma clara e compreensível para diferentes públicos, incluindo colegas de equipe, gestores e clientes.

Já para cargos de gestão, o foco deve estar em:

• Habilidades de liderança: capacidade de inspirar, motivar e guiar equipes em direção aos objetivos da empresa, demonstrando liderança autêntica, empatia e habilidades de tomada de decisão.

• Comunicação efetiva: capacidade de se comunicar de forma clara e concisa, tanto verbalmente quanto por escrito, articulando visões, estratégias e expectativas de forma compreensível e inspiradora.

• Gestão de conflitos: habilidade para identificar e resolver conflitos de forma construtiva, promovendo um ambiente de trabalho colaborativo, saudável e positivo para toda a equipe.

• Desenvolvimento de talentos: capacidade de identificar e desenvolver o potencial dos membros da equipe, fornecendo feedback construtivo, oportunidades de aprendizado e mentoria para promover o crescimento profissional e pessoal.

• Visão estratégica: capacidade de pensar estrategicamente, antecipar tendências e desafios futuros, e desenvolver planos e estratégias para alcançar os objetivos de longo prazo da empresa.

Por fim, preciso ressaltar que o plano de carreira em Y envolve autoconhecimento e autonomia para tomar decisões. Os colaboradores devem ter isso em mente. Também é interessante que a empresa defina o que será esperado de cada ramo, e que deixe isso claro conforme as pessoas fazem suas escolhas. Assim, as empresas podem proporcionar um ambiente de trabalho mais flexível e alinhado com as aspirações individuais de seus colaboradores, resultando em equipes mais engajadas, diversificadas e preparadas para enfrentar os desafios do mercado atual.

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