A chegada do 5G: o que muda para as martechs

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A chegada do 5G: o que muda para as martechs

Setor aposta em experiências mais imersivas e se preocupa que preços de aparelhos podem ser um gargalo para a democratização da tecnologia

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24 de agosto de 2022 - 6h00

A liberação do uso da faixa de 3,5 GHz, correspondente à quinta geração do serviço móvel (5G), iniciada já em algumas capitais brasileiras, promete ampliar a velocidade de tráfego de internet e, assim, possibilitar novas experiências para os usuários. Com isso, a chegada do 5G também deve promover mudanças significativas no mercado de comunicação.

O impacto do 5G nas martechs

Martechs dizem que tecnologia vai ampliar possibilidades de serviços para as marcas (Crédito: Reprodução)

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, João Pessoa, Porto Alegre, Salvador e São Paulo já possuem estações de 5G em operação. Na segunda-feira, 22, foi autorizada a ativação nas cidades de Florianópolis, Palmas, Rio de Janeiro e Vitória. As demais capitais devem receber a tecnologia até o dia 28 de outubro.

O impacto do 5G no marketing tem sido pauta de debates no setor das martechs há bastante tempo, de acordo com Daniel Prianti, CSO da BPool, plataforma de curadoria, contratação e gestão de serviços de marketing. O início do uso da tecnologia nas capitais suscita questões em relação à preparação do setor – do ponto de vista de mix de produtos, ações e experiências – e a como o usuário vai absorver a novidade.

“Falar de 5G é falar de ganhos consideráveis de velocidade e capacidade. Espera-se uma mudança enorme na latência. Quando comparamos com a geração anterior de conectividade móvel, haverá uma velocidade de troca de dados muito diferente da que temos hoje”, explica.

Para Prianti, a tecnologia deve transformar sobretudo a interação dos consumidores com as marcas. “O nível de expectativa de interatividade vai se elevar muito. O usuário vai esperar que a marca interaja mais rapidamente e de forma mais assertiva. Então, com a grande coleta de dados, a tolerância vai baixar muito”, prevê.

CEO da Standout, plataforma especializada em trade marketing, Andrea Miranda, ressalta que o 5G permite a inclusão de outros elementos na comunicação de uma marca em prol de processos mais imersivos para os consumidores. “As projeções indicam melhorias em todos os segmentos, como marketing e games. Tudo o que for relacionado à comunicação com a nuvem deve evoluir”, fala.

No entanto, ainda existe um caminho longo a ser percorrido para que a transformação seja completa. Segundo números levantados pela Standout, levando em consideração apenas a própria base de dados, 60% dos perfis de acesso da plataforma são de usuários com celulares mais antigos, até 2019. Além disso, 85% são de aparelhos com somente 4G de memória RAM e 95% dos aparelhos não são compatíveis com a tecnologia 5G.

“Por outro lado, hoje, podemos trabalhar tecnicamente para 5% desses perfis. Então, ainda tem muito chão pela frente. O trabalho que tem para ser desenvolvido é muito grande, não apenas falando da parte de quem vai implementar a tecnologia, mas de quem pensa estrategicamente a comunicação”, analisa.

Democratizar acessos

Andrea acrescenta que, diante da extensão do País, uma preocupação importante é a democratização do acesso à tecnologia, tendo em vista os preços atuais dos aparelhos celulares com capacidade de aportar a tecnologia. “Hoje, os aparelhos com 5G são pontas de linha e a lista ainda é muito pequena”, salienta.

“No Brasil, ainda tem muito para democratizar para que todo mundo tenha, de fato, acesso. É normal começar nos grandes centros e ir se espalhando. Então, de alguma forma, precisamos garantir que os aparelhos cheguem ao mercado em uma faixa mais democrática”, complementa.

Prianti, da BPool, concorda que a questão dos preços é um ponto que merece atenção também para as marcas, na promoção de novos serviços. “As tecnologias acabam começando mais nichadas, mas, no fim das contas, as melhores experiências vão ser sempre dependentes de um aparelho. Definitivamente, precisamos ver se os preços vão acompanhar a tecnologia para que exista uma massificação dessas experiências”, finaliza.

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