Super Bowl: “It´s a Tide Ad” tem preferência de criativos brasileiros

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Super Bowl: “It´s a Tide Ad” tem preferência de criativos brasileiros

Vídeo da marca de produtos para limpezas da P&G, exibido no big game de 2018, é apontado como um dos mais inovadores da história da final

Luiz Gustavo Pacete
28 de janeiro de 2020 - 6h00

 

Kiko Mattoso, criativo brasileiro que participou do anúncio: “criar para o Super Bowl é bem extenuante porque são rodadas e mais rodadas explorando diferentes territórios” (Crédito: Reprodução)

O ano de 2018 foi emblemático para a P&G em Cannes. Na ocasião, a empresa levou vários leões para a casa em função do sucesso do vídeo “It’s a Tide Ad” que foi ao ar no intervalo do Super Bowl. Para os profissionais consultados por Meio & Mensagem sobre as campanhas mais inovadoras da final da NFL nos últimos anos, o “It’s a Tide Ad” está na lembrança da maioria e por motivos distintos. Ao usar a metalinguagem e falar da publicidade utilizando a própria publicidade, Tide conseguiu, naquele ano, se destacar em meio a uma disputa acirrada por atenção.

Felix Del Valle, CCO da Ogilvy, explica que o comercial teve uma premissa básica de hackear a atenção e o espaço de todos os outros anúncios exibidos naquela final. “Dizendo que todos os comerciais eram um ‘Tide Ad’, eles conseguiram expandir o impacto tendo em vista que cada anúncio daquele break que mostrasse alguém de roupa limpa também seria considerado um comercial de Tide”. Rafael Donato, CCO da David, entende que esse comercial teve uma capacidade de expandir o alcance da marca e André Marques, CCO da WMcCann, ressalta a escala do conteúdo. “Essa campanha trolou o formato clichê de anúncios de outras indústrias para vender sabão. Muita diversão e leveza numa categoria que há tempos não impactava com uma mensagem.”, diz Marques.

Kiko Mattoso, diretor criativo na TBWA\Chiat\Day, e um dos brasileiros que participou da criação da campanha, afirma que o briefing era “fazer algo melhor do que a campanha do ano anterior, o ‘Bradshaw Stain’, que já havia rendido 10 leões em Cannes, ou seja, a barra já tava na lua. Um job como o do Super Bowl é bem extenuante porque são rodadas e mais rodadas explorando diferentes territórios, experimentado todo tipo de ideia para garantir que o resultado final vai ser o melhor possível.”

“Não sei se existe uma fórmula para fazer um bom Super Bowl, mas no geral como o público é muito vasto e diverso, a tendência é fazer algo popular, que seja fácil entender pra todo mundo e não só para um grupo específico de pessoas. Então quando surgiu a ideia, parecia um pouco complicada de assimilar já que o público teria que entender que todo comercial que eles estivessem vendo que mostrasse gente com roupa limpa seria um comercial de Tide. Essa dúvida com certeza rolou, então a gente sabia que seria melhor ter outros comerciais menores só para relembrar as pessoas e a forma como fizemos isso foi transformando tudo num jogo de adivinhação”, explica Mattoso.

Na ocasião, de acordo com a iSpot.tv, empresa que monitora o desempenho de campanhas nos Estados Unidos, o comercial da Tide teve, durante o jogo, 800 milhões de visualizações em diversas plataformas e um impacto em redes sociais de mais de 110,762 mil interações.

*Crédito da foto no topo: NFL

“It´s a Tide Ad”

 

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