Mark Read, CEO do WPP, pede união do mercado

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Mark Read, CEO do WPP, pede união do mercado

Em artigo publicado pela Campaign, CEO do WPP conclama união do mercado e elogia iniciativas de outras holdings

Isabella Lessa
25 de março de 2020 - 13h43

Mark Read, CEO do WPP: “as pessoas se lembram do que fazem as marcas em tempos como esse” (Crédito: Arthur Nobre)

Em artigo publicado pela britânica Campaign na terça-feira, 24, Mark Read, CEO do WPP, afirma que, diante da dificuldade que os próximos meses reservam, a indústria de comunicação precisa se unir e que, mais do que nunca, está convencido da importância do setor não somente para ajudar a conter a proliferação do novo coronavírus, mas em ajudar a sociedade a voltar ao trabalho quando o período de quarentena chegar ao fim.

O executivo começa o texto dizendo que, na segunda-feira, 23, o Reino Unido – a sede do WPP fica em Londres –, entrou para a lista de países que teve de impor restrições severas às vidas das pessoas. Para muitas delas, escreveu, o confinamento terá um custo muito maior do que a inconveniência em níveis pessoais e profissionais.

“A maior parte da indústria trabalhará de casa até que a situação se resolva e creio que não será fácil para nenhum de nós. Alguns acharão solitário e isolador. Temos uma força de trabalho jovem e muitos compartilham flats. Poucas pessoas têm o luxo de ter escritórios separados em casa. Os pais terão de discutir sobre quem fará uma conferência em vídeo e quem irá tomar conta das crianças (depois de alguns dias, posso afirmar que isso é verdade!). Todo mundo tem preocupações pessoais sobre amigos e familiares vulneráveis”, afirmou.

Segundo o CEO, o WPP está trabalhando junto a autoridades internacionais de saúde para promover a higienização das mãos e, além disso, a companhia ofereceu recursos ao governo britânico para apoiar o país durante a crise. Na Espanha, a Ogilvy é uma das 35 agências na Espanha que está criando campanhas para combater a Covid-19. Já o WPP Health hospedou um fórum online para 2,6 milhões de chineses e mais de 200 mil médicos.

Read também reconheceu as iniciativas adotadas por outras holdings: a Dentsu, está trabalhando em parceria com um cliente do setor farmacêutico para oferecer consultas online gratuitas; Arthur Sadoun, CEO do Publicis Groupe, está enviando comunicados em vídeo todos os domingos aos funcionários do grupo, salientando a importância da segurança das pessoas e atualizando-os sobre últimos acontecimentos; a Havas está promovendo aulas de meditação e yoga por meio de lives no Instagram; e a BBDO criou um “gerador de logo” para as pessoas personalizarem seus escritórios em casa.

Dos anunciantes, o executivo destacou iniciativas como as da Unilever, que está apoiando autoridades locais e globais na doação de itens de higiene, a do Google, que lançou um site educativo e outros recursos para que os pais possam educar as crianças em casa, e a do Facebook, que apresentou um programa de suporte a negócios pequenos. “Por trás de todo esse trabalho está o que torna nossa indústria especial – pessoas que entendem comportamento humano e emoções”.

Para navegar em um mundo que será diferente, Read disse que será preciso combinar a expertise em tecnologia com o entendimento sobre como as pessoas estão se sentindo o que as está motivando. No momento presente, de acordo com ele, as marcas precisam se comunicar apropriadamente com um olho à frente, na retomada. “As pessoas se lembram do que as marcas fazem em tempos como esse. Também precisamos nos lembrar de que o que fazemos tem um papel vital em direcionar e sustentar a atividade econômica das quais as sociedades dependem para funcionar. Cada país precisará estimular essa atividade quando passarem à fase de recuperação. Nosso trabalho será mais importante do que nunca”.

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