Volta às aulas e o desafio de conectar-se aos jovens

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Volta às aulas e o desafio de conectar-se aos jovens

Compreender as novas gerações é fundamental para realizar campanhas efetivas

Victória Navarro
3 de fevereiro de 2017 - 8h17

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A partir do momento que o jovem é mais conectado e possui como referência de informação o ambiente virtual, a forma como ele consome mídia muda. A afirmação é de Sidnei Bergamaschi, diretor de marketing da Tilibra. Segundo ele, cada vez mais, as marcas que possuem jovens como target estão adotando uma conversa mais integrada com o seu consumidor. Afinal, não basta só cativar os pais, é preciso conquistar o cliente final. Dessa forma, não seria diferente nesta volta às aulas, período do ano que concentra grande parte do faturamento das empresas de material escolar.

Comparado às anteriores, as novas gerações possuem mais facilidade com os diversos instrumentos digitais. Isto acontece não só pelos avanços tecnológicos, como também pelo aumento do acesso a essas ferramentas. “O adolescente de hoje está com mais estímulos, sejam digitais, de televisão ou de outros meios. Isto faz com que elas tenham mais opções para se comunicar”, diz Emerson Cação, diretor de marketing da Bic Brasil. Segundo ele, os instrumentos digitais têm função complementar. “Ainda tem muita oportunidade no analógico”, complementa.

“Tecnologia poderia ser uma ameaça a uma empresa que é baseada em produto. Mas é preciso ver que o digital é uma ferramenta que serve para passar os valores da empresa”

A verdade é que compreender como este consumidor se comunica é fundamental. O diretor de marketing da Faber-Castell no Brasil, Eduardo Ruschel, diz que a marca tem feito uma série de pesquisas nas escolas e que muitos de seus profissionais de marketing estão acompanhando o dia-a-dia e o desenvolvimento das crianças. “Tecnologia poderia ser uma ameaça a uma empresa que é baseada em produto. Mas é preciso ver que o digital é uma ferramenta que serve para passar os valores da empresa”, comenta Ruschel.

Porém, os desafios não beiram só o ambiente tecnológico. “Nesta época de crise, o que percebemos é que o consumidor está com uma restrição orçamentária. Isto faz ele procurar alternativas de produtos mais econômicos”, conta Sidnei Bergamaschi. Entretanto, de acordo com os executivos da Tilibra, Bic e Faber-Castell, quando se tem uma marca consolidada, o cliente procura não só custo-benefício, mas também qualidade. Emerson Cação afirma que o período de volta às aulas representa 50% das vendas da Bic, número que não é tão diferente de outras empresas de material escolar.

Tom de campanhas

A Tilibra embarcou nos desejos da nova geração, clientes ativos no YouTube e que encontram na plataforma diversos ídolos. Dessa forma, a marca, em parceria com a MTV, realiza o reality show “O Rei da Internet”. Parte da ação de volta às aulas, o programa procura por pessoas com potencial de serem novos youtubers. “A campanha é importante para consolidar a marca e uma grande ferramenta de branding”, finaliza Sidnei Bergamaschi.

Durante o período de volta às aulas, a Bic prova como é preciso se comunicar com crianças e adolescentes por ambientes tecnológicos e com uma linguagem divertida. Com o objetivo de promover a linha de canetas Cristal Fashion da marca, a Bic veicula na TV aberta e por assinatura, em seu no canal do YouTube e em suas redes sociais o vídeo da ação. “Vemos o mundo digital como uma oportunidade”, disse Emerson Cação. “O meio digital influencia na linguagem do consumidor”, acrescenta ele.

Mas há muito mais para explorar. Na onda do Pokémon Go, a Faber-Castell, em sua campanha de volta às aulas, lançou um aplicativo de realidade aumentada. Nele, cada cor da linha EcoLápis se transforma em um animal diferente da fauna brasileira. “Com essa transformação digital, o que era verdade há dois não é verdade hoje. O que a gente tem feito é ficar de olho nisso. Um grande exemplo é o movimento que gerou a febre do Pokémon Go”, explica Eduardo Ruschel. O aplicativo já teve 264.000 downloads.

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