Colaboração é a chave para vacina, aponta J&J

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Colaboração é a chave para vacina, aponta J&J

Janssen, da J&J: compartilhamento de recursos e responsabilidades são fundamentais para desenvolver vacina segura e efetiva em tempo recorde

Salvador Strano
7 de abril de 2020 - 6h00

Janssen pretende distribuir vacina contra Covid no início do ano que vem (Crédito: Nordroden_/iStock)

A aposta da Janssen, da Johnson & Johnson, para o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 passa pela colaboração. Para isso, uniu-se ao Centro Médico Beth Israel Deaconess, da universidade de Harvard, e com a Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado, entidade do governo dos Estados Unidos. Assim, a divisão farmacêutica da J&J diminuiu o período necessário para que se considere uma vacina como candidata à produção.

Normalmente, esse processo pode chegar a sete anos, explica a empresa. A Covid-19 ainda não tem um semestre de disseminação e, no dia 30 de março, a empresa divulgou que havia selecionado uma candidata para ser testada em setembro.

“De fato conseguimos acelerar o processo de desenvolvimento desta vacina em comparação ao processo típico que envolve vários estágios de pesquisa diferentes”, afirma Fabio Lawson, diretor médico da Janssen Brasil. Além da cooperação, o grupo está utilizando, também, técnicas implementadas na fabricação de uma vacina contra o ebola e usadas para elaborar candidatas a vacinas contra o zika e o HIV.

A Janssen já havia realizado uma parceria com o governo estadunidense em 2015, quando atuou exatamente na fabricação de uma vacina contra o ebola. Atualmente, o produto é implementado no Congo e em Ruanda.

“Há ainda estudos fase 3 em andamento para identificar uma vacina para a gripe que proteja contra todos os sorotipos, também em parceria com a Barda (Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado, na sigla em inglês)”, afirma Lawson.

Sobre o coronavírus, a expectativa da empresa é iniciar estudos clínicos em humanos até setembro. Caso seja segura e efetiva, os primeiros lotes da vacina estarão disponíveis no primeiro semestre de 2021. O compromisso da empresa é distribuir um bilhão de doses, uma vez comprovada a eficácia do produto.

 

*Crédito da imagem no topo: Monsitj/iStock

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