Estudo da Liftoff revela que 2020 é o ano dos jogos para celulares

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Estudo da Liftoff revela que 2020 é o ano dos jogos para celulares

Relatório anual “Mobile Gaming Apps Report” aponta mudanças comportamentais fundamentais para os profissionais de marketing de aplicativos desse segmento


17 de setembro de 2020 - 14h44

Com as medidas de isolamento social causadas pela pandemia da Covid-19, o uso de celulares e de jogos nesses dispositivos aumentou. Com isso o relatório anual “Mobile Gaming Apps Report”, realizado pela Liftoff, empresa de marketing e retargeting de aplicativos móveis, revela mudanças comportamentais fundamentais para os profissionais de marketing de aplicativos desse segmento. O estudo analisou 314 milhões de engajamentos de anúncios pela primeira vez, mais de 300 milhões de instalações e 6,5 milhões de compras em 697 apps de jogos de 1º de junho de 2019 a 31 de maio de 2020.

 

Levantamento indica que os profissionais de marketing não conseguem a conversão de 75% dos usuários de jogos de dispositivos móveis (Crédito: Mikkelwilliam/iStock)

De acordo com o levantamento, os CPIs (custos por instalação) global de um jogo caíram 66% em relação ao ano passado, atingindo o nível mais baixo já registrado, US$ 1,47. Porém, os custos de instalação que resultam em compras cresceram 24% em relação a 2019, alcançando o nível mais alto desde 2018. No Brasil, os CPIs caíram cerca de nove vezes em relação ao ano anterior, fechando em média a US$ 0,15.

Além disso, as taxas de conversão caíram 22%, atingindo 25,7%, e as taxas de engajamento apresentaram uma queda de quase três vezes em relação ao ano passado, chegando a 3,3%. Esses dados revelam que os profissionais de marketing não conseguem a conversão de 75% dos usuários, uma grande mudança em relação a 2018, ano em que as campanhas publicitárias converteram cerca de 50% dos usuários em jogadores pagantes.

ROAS (retorno em publicidade investida)

Ainda de acordo com o levantamento, globalmente os profissionais de marketing podem contar com um retorno de duas vezes sobre os investimentos em publicidade em apps de jogos em três semanas, visto que o retorno em publicidade investida na semana. O Brasil ficou na última posição, até abaixo do benchmark regional em relação ao ROAS.

Já, o retorno global em publicidade investida em apps de jogos por plataforma mostra que o sistema iOS leva uma pequena vantagem em termos de ROAS em relação ao Android, porém apresenta um custo de instalação quatro vezes maior que o Android. Com isso, o Android tem mais valor, oferecendo o melhor ROAS pelo menor custo (US$ 0,57). Em termos de ROAS por plataforma, o iOS ainda é a escolha dos usuários brasileiros.

O estudo também avalia o ROAS entre as subcategorias de jogos: Midcore & Strategy (RPG e aventura), Casual (atiradores de bolhas, jogos de combinar 3, jogos de palavras, jogos de caçar objetos e quebra-cabeças), Hyper Casual (jogos leves e podem ser jogados imediatamente) e Casino Social (incluem caça-níqueis, videopôquer, bingo e blackjack).

Entre as subcategorias Casual, Midcore & Strategy e Social Casino o levantamento revela que Midcore & Strategy têm o melhor desempenho com os menores custos por instalação (US$ 0,89) e o maior retorno em publicidade investida (39,5%). Já, o Casino Social vem em último lugar com os custos mais altos (US$ 6,82) e o ROAS mais baixo (32,6%).

Ainda de acordo com o estudo os jogadores de perfis Casual e Hyper Casual respondem melhor a abordagens não-orgânicas, ou seja, ações que acontecem como resultado de qualquer atividade de marketing, seja ela própria ou paga. A categoria Midcore & Strategy é outra em que o não-orgânico tem vantagem, impulsionando taxas que superam o orgânico em uma média de 13%.

Taxa de retenção

O estudo também avaliou a taxa de retenção do jogo, ou seja, a porcentagem de usuários que continuam usando um app de jogo durante um determinado período (semana, mês, trimestre). Segundo o relatório, a América do Norte é onde se encontram os jogadores mais leais, ocupando o primeiro lugar no benchmark global e na maioria das subcategorias. Logo em seguida vem a Europa e a APAC (Ásia-Pacífico). Enquanto isso, a América Latina e a região MENA ( Médio Oriente e Norte da África) se revezam na última colocação.

**Crédito da imagem no topo: Govindanmarudhai/istock

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