O método “na marra”

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O método “na marra”

Às vezes, tudo o que precisamos é sermos colocados à prova. Estamos acostumados a trabalhar sob muita pressão e, desta vez, não foi diferente


7 de abril de 2020 - 10h38

(Crédito: Poike/ iStock)

Vinte e cinco dias em casa. Sem colocar nem um pé para fora. A capacidade do ser humano de se adaptar às novas situações é, de fato, impressionante. Tenho certeza de que muitos de vocês, assim como eu, tinham dúvidas sobre o funcionamento de uma agência à distância.

O olho no olho sempre pareceu ser muito importante para não nos perdermos em meio à velocidade do nosso dia a dia. Mas a necessidade fez as coisas se encaixarem e, de repente, o home office, que outrora parecia ser impossível, já nem doía tanto.

Vale para a agência, mas vale para todos os clientes que tiveram de acelerar a sua transformação digital. Aquele “braço” que fazia a sua empresa entregar serviço por mobile se tornou o “corpo” da empresa sem muito tempo para testar, ajustar, testar, deixar redondo. Foram direto para o jogo. E você também se surpreendeu porque não pensou que fosse capaz.

Talvez toda essa adaptação seja o lado bom da crise que estamos vivendo. Enfrentar alguns fantasmas que sempre estiveram ali e desta vez ter que fazer diferente. O fluxo de trabalho precisava melhorar? Melhorou. A equipe precisava de alguns ajustes? Ajustado. O fluxo de caixa vai ser prejudicado? Plano de ação implementado. Não saber quando tudo isso vai acabar é, ao mesmo tempo, desesperador e essencial para que a mudança ocorra hoje. Não dá para esperar.

Entendemos que não precisamos nos apegar ao “como” quando o que importa, de verdade, é o “porquê”. O jantar se transformou em uma videoconferência porque queremos estar próximos e sentimos falta de um abraço. A comunicação, que sempre foi tida como primeira opção de corte em crises, se tornou protagonista porque todos acreditamos no seu poder de transformação e sabemos que precisamos, mais do que nunca, de um olhar diferente.
Em questão de horas, todas as agências foram acionadas com briefings parecidos. Na dificuldade, o valor estratégico de uma boa ideia foi reconhecido.

As pessoas se adaptam. Os processos evoluem. A essência se mantém. Depois da tempestade, sempre vem o sol e sairemos desta melhores. Não tenho dúvida.

*Crédito da foto no topo: Antorti/ iStock

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