Tecnologia como fonte de impulso da criatividade. E vice-versa

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Tecnologia como fonte de impulso da criatividade. E vice-versa

Diversos postos de trabalho serão extintos, mas muitos outros serão transformados ou criados e o ser humano será essencial em atividades que necessitem de empatia e sensibilidade


20 de abril de 2020 - 18h12

(Crédito: MF3d/iStock)

Criatividade. Uma palavra, tantos pensamentos. Impulso que leva a humanidade adiante por meio de ideias e materialização de soluções que surgem no profundo espaço do imaginário. E se transformássemos a força do vento em energia elétrica? Ou então, quem sabe, criássemos um veículo com asas, capaz de cruzar oceanos em alta velocidade? Perguntas feitas no passado e que, com o auxílio de mentes brilhantes e criativas, combinadas à tecnologia, foram respondidas e culminaram na realidade em que vivemos.

Atualmente, somos parte de um constante debate sobre a preponderância da tecnologia sobre o ser humano. Ao discutirmos o futuro do mercado de trabalho e quais profissões serão automatizadas, com robôs e programas
substituindo pessoas, podemos ser direcionados ao seguinte ponto: diversos postos de trabalho serão extintos, mas muitos outros serão transformados ou criados e o ser humano será essencial em atividades que necessitem de empatia e sensibilidade. Novas tecnologias, como a internet móvel de alta velocidade, big data, inteligência artificial (IA) e computação em nuvem, serão as grandes responsáveis por esta mudança de cenário.

Imagine, por exemplo, um arquiteto. Se antes os ambientes eram projetados levando em consideração, principalmente, o aspecto estético, hoje já existe uma crescente demanda para que espaços residenciais e corporativos disponham também de uma estrutura conectada pela internet das coisas, com um smartphone sendo capaz de controlar diferentes recursos e aparelhos no local. Já no setor de medicina, a impressão 3D é parte importante do diálogo sobre o aprimoramento de próteses.

É nesse ponto que consigo ver a perfeita congruência entre tecnologia e criatividade. Áreas tão diferentes, mas que se complementam. A criatividade é uma das mais importantes propriedades humanas e se tornou uma peça-chave no mercado de trabalho. E a tecnologia é um meio para potencializar este fator e efetivar ideias, estratégias e projetos.

Em marketing, a análise de big data é uma grande aliada. Este recurso gera a oportunidade de sermos muito mais assertivos ao elaborarmos uma campanha, um novo produto ou desenvolvermos um aplicativo ou serviço. A análise de big data possibilita que tenhamos mais insights que gerem soluções, entendendo o comportamento do consumidor, quais tipos de mídia são mais consumidos e em quais momentos. Conseguimos compreender os ambientes online e off-line, quais são as preferências de nosso público-alvo, suas linguagens e códigos. Junto com essa etapa de análise, ocorrem os processos humanos de criatividade, podendo ser definidos as abordagens ideais ou novos projetos em meio a um vasto repertório de possibilidades.

Na era da experiência, marketing tem como uma de suas principais funções disponibilizar aos consumidores uma comunicação que não só aborde as especificações de um produto, mas que evidencie como aquilo é capaz, de fato, de agregar valor em sua vida. Neste contexto, é essencial idealizar ações e ativações práticas, em que o público tenha contato direto com o produto em questão, para proporcionar uma abordagem mais humanizada, em que as pessoas se sintam reconhecidas e possam se enxergar.

Outro aspecto muito relevante neste debate sobre a integração entre criatividade e tecnologia é o papel desempenhado pelas empresas, tanto as grandes companhias quanto startups em início de operação. Estamos vivendo em um período em que vida pessoal e profissional se misturam constantemente. A necessidade ou pensamento criativo podem surgir a qualquer instante, em diferentes situações. Por isso, na busca pela solução de questões específicas da sociedade e do mundo corporativo, é fundamental que as organizações tecnológicas ofereçam ferramentas que permitam que as pessoas se inspirem, exerçam a criatividade e possam ir além.

As pessoas estão cada vez mais curiosas e abertas a novas possibilidades quando o assunto em questão é tecnologia. E, se ainda não podemos saber ao certo o que o futuro nos reserva, ao menos podemos ajudar a moldá-lo, integrando, cada vez mais, tecnologia e humanidade.

**Crédito da imagem no topo: Piranka/iStock

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