Empresas de eventos precisam se reinventar

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Empresas de eventos precisam se reinventar

Pandemia uniu pequenos e grandes eventos em plataformas digitais e cabe às agências buscar alternativas criativas para se diferenciarem


25 de setembro de 2020 - 20h33

 

(Crédito: UnitoneVector/istock)

Não é novidade o impacto da Covid-19 em diversos setores da economia mundial. No Brasil, a área de eventos é uma das mais atingidas pelo isolamento social. Levantamento feito pelo Sebrae, em abril, indica que a pandemia afetou 98% do setor. A atuação no meio digital, que já era tendência, surge como alternativa e oportunidade para garantir a sobrevivência de muitas empresas. Mas como se diferenciar e quais serviços criar para melhor atender os diversos perfis de clientes que surgem em grande demanda em poucos meses?

A primeira etapa é arrumar a casa, estruturar um caminho ou projeto e manter a equipe engajada. O estudo do Sebrae mostra que 30,1% dos empresários se dedicaram a aprimorar a gestão e se preparar para a reabertura dos negócios, e 17,2% investiram em qualificação da equipe para esse novo momento. Como o fechamento não durou os poucos meses que eram esperados, é necessário criar soluções que sejam aplicáveis nesta nova realidade. O mercado global de eventos virtuais deve crescer a uma taxa composta de crescimento anual de 23,2% entre 2020 e 2027, atingindo US $ 404,45 bilhões em 2027, segundo o Global Virtual Events Market Size 2020-2027. Então é possível prosperar neste “novo normal”.

Sabemos que a dinâmica do recebimento de briefing já não sustentava empresas do ramo há tempos, mas diante das mudanças provocadas pela pandemia, a necessidade de mudanças profundas se intensificou. No ambiente virtual fica claro o valor de trabalhar os sentidos cognitivos pois, desta maneira, é possível ampliar o tempo de retenção de atenção da audiência nos ambientes digitais e aumentar a eficácia da transmissão do conteúdo nos canais físicos.

O uso da tecnologia emotiva e da inteligência criativa são grandes diferenciais e, por meio delas, é possível se antecipar e atender às necessidades do cliente. As áreas de marketing e eventos atuam para sensibilizar positivamente o ser humano, e estudos do cérebro, relacionados a inconsciência, neuroplasticidade e sinestesia, podem ajudar na elaboração de conteúdos e estratégias assertivas. Como em um evento presencial, é fundamental para o sucesso considerar os aspectos culturais e sociais da audiência, bem como as experiências do grupo e, por fim, envolver ativações por meio de som, luz, tato, cheiro e até paladar.

O futuro do setor de eventos está na democratização do acesso a conteúdo de qualidade. Está também na capacidade de enxergar as possibilidades infinitas do ecossistema digital. Para se manterem vivas, as empresas precisam continuar tratando os eventos, mesmo que à distância, como grandes celebrações da vida, gerando emoções.

**Crédito da imagem no topo: piranka/iStock

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