2021: o ano da policanalidade no varejo

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2021: o ano da policanalidade no varejo

Para entrar nessa nova era de consumidores mais preocupados com compras sem contato, há alguns canais que serão atrativos


29 de janeiro de 2021 - 13h04

(Crédito: Reprodução)

2020 foi um ano totalmente atípico e de muitas mudanças e aprendizados para todos os setores, mas poucos tiveram tanto impacto quanto o varejo. Ninguém poderia prever tamanha crise econômica, causada pela pandemia, que fez com que varejistas fechassem as portas e se movessem rapidamente para acelerar o processo de transformação digital para sobreviver. É sempre um exercício de futilidade fazer previsões, mas, com os aprendizados de 2020, é possível traçar alguns caminhos que tendem a ser essenciais para o setor.

As vendas online tiveram um salto enorme em 2020 e essa mudança de comportamento do consumidor veio para ficar. Uma pesquisa realizada com consumidores pela EbitNielsen, no quarto trimestre, aponta que as vendas do e-commerce no Brasil em 2021 devem crescer 26%, o que levaria o setor a um faturamento de R$ 110 bilhões. Além disso, dos consumidores que compraram online, 95% indicaram que pretendem continuar comprando por meio de sites e aplicativos, mesmo após a pandemia.

O ano de 2021 é de incertezas e isso impõe limites a toda economia e, cada vez mais, terá sucesso quem estiver onde o cliente está – muitas vezes na sua casa, em seu celular, mas não navegando pelo app ou site da loja, mas sim usando seu próprio WhatsApp ou redes sociais. Diante desse cenário, acredito fortemente que chegou a hora do que chamo de “policanalidade” no varejo.

Muito temos ouvido falar da necessidade de ser omnichannel, que resumidamente significa juntar múltiplos canais para uma gestão unificada. Mas quantos canais o varejo explora hoje? Majoritariamente, temos uma “bicanalidade”, representada pela oferta da loja física e do site de e-commerce. Para entrar nessa nova era de consumidores mais preocupados com compras sem contato, listo alguns canais que serão atrativos para os próximos anos.

– WhatsApp: instalado em praticamente 99% dos smartphones no Brasil, durante a pandemia quem não se pegou procurando o WhatsApp de alguma loja para tirar dúvidas, receber mais informações sobre um produto ou serviço, catálogos etc.? Pois bem, a ferramenta já liberou até catálogo e links para direcionar e finalizar a venda, oferecendo mais conforto ao público que prefere a interação com um atendente. Outras plataformas de chat, como Facebook Messenger e Telegram também passam a permitir essas operações.

– Lives: em meio à explosão de lives que tomaram o lugar de eventos presenciais durante a pandemia, uma nova tendência de consumo chama atenção. Alguns têm chamado de “live commerce”, outros de “live shopping”, que se resume no conceito de aproveitar transmissões em vídeo para comercializar produtos. Imagine, por exemplo, estar assistindo à sua cantora favorita e poder comprar o batom que ela está usando sem perder nenhum minuto da transmissão?

– Marketplaces: impossível falar do varejo na pandemia sem pensar na nova versão online dos shoppings, os marketplaces. Essas plataformas ganharam extrema relevância, permitindo que pequenos e médios varejistas conseguissem muito vender online, mesmo sem dispor de site e estrutura logística, por exemplo. E dado o alto fluxo que já trafega em suas plataformas, viram naturais geradores de “tráfego” digital para os produtos dos varejistas que lá estão.

– Facebook e Instagram: Por serem canais com forte presença de consumidores de diversos tipos, grandes marcas já têm apostado suas fichas para se destacarem nestas redes sociais. Ambas já possuem integração de lojas e catálogos para impulsionar ainda mais as vendas. O ponto forte aqui é procurar onde seu cliente já está e disponibilizar mais uma forma rápida e segura de compra.

– QR Code e carteiras digitais: o Pix, recém-lançado pelo Banco Central, assim como as carteiras digitais, apesar de não serem exatamente um canal de vendas, passaram a simplificar e aumentar a segurança dos pagamentos a distância, evitando a digitação de dados de cartão de crédito, substituindo por códigos de barras bidimensionais que são gerados uma única vez para cada transação. Muitas vezes, passam a ser um jeito rápido de gerir uma venda por canais ainda não integrados aos sistemas dos varejistas.

Não podemos mais ser pegos de surpresa, então é hora de estar pronto para as adversidades, manter o propósito da sua marca bem definido e estar aberto para experimentar, descobrir e aprender, sendo capaz de reagir com agilidade às mudanças de um mundo dinâmico. Que venha 2021 cheio de novidades e um varejo verdadeiramente “policanal”.

*Crédito da foto no topo: Reprodução

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