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Opinião

Por um 2023 saudável, pleno e brilhante

Os tempos difíceis nos prepararam para a consolidação da sociedade da informação

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16 de dezembro de 2022 - 6h00

(Crédito: Shutterstock)

Demorou mais de 20 anos, mas acabou. A sociedade do espetáculo foi sepultada e deve receber as devidas honras, que século maravilhoso! Mas como Belchior cantava, a “velha roupa colorida” não nos serve mais.

A sociedade da informação inexoravelmente se impôs, não sem a ruptura que períodos de transição midiática demandam. Foi assim na era do telégrafo, que entregou o século XX em sua plenitude. Foi assim com a internet, a plataforma-base do século XXI.

Agora, depois de todos os efeitos sentidos nas marcas, organizações e sociedade, somados a uma pandemia de dimensão secular – o rompimento em definitivo -, temos o desafio (e o dever) de entregar o século XXI saudável, pleno e brilhante.

Século que traz consigo uma nova arquitetura da comunicação humana. Em particular, o foco dessa prosa, a comunicação de marcas. Comunicação que enseja informação, transparência e consistência. Não mais os divertidos reclames dos anos 80, mas sim uma nova abordagem, muito menos persuasiva, muito mais informativa.

Afinal, a sociedade não precisa ser persuadida. Precisa ser informada. Até para que ela evolua, junto com uma linguagem de comunicação baseada no posicionamento editorial de uma marca. Posicionamento que, por sua vez, reflete a integridade de seu papel no segmento e na sociedade como um todo.

Logo, a comunicação editorial das marcas será central na sociedade da informação. Com o desafio claro de informar sobre o seu segmento de atuação e seus impactos no todo. Sem ser autorreferente. Pelo contrário: ser um observatório do seus campos semânticos, um destino legítimo de audiências genuinamente interessadas em tais assuntos.

Por isso, a comunicação editorial vai exigir mais do que conteúdo: vai exigir domínio das camadas profissionais de publishing digital, como plataforma, distribuição, conteúdo e dados. Dados de muita qualidade e, logicamente, primários – ou seja, coletados em plataforma própria.

Essa dinâmica vai mudar toda a arquitetura de comunicação das marcas, transformando seus departamentos de marketing e comunicação em experts de gestão e integração de plataformas – inclusive com as de mídia paga e mídia adquirida, que se estabelecem também transformadas na nova configuração.

Esse processo vai, naturalmente, fazer com que as marcas assumam de vez seu potencial de formar opinião de forma franca e direta, oportunidade que a Eldeman vem apontando há anos. E isso vai ajudar na reformulação de conceitos aparentemente perdidos, como a importância da origem do conteúdo e a comprovação de sua qualidade.

Essa reformulação enseja, claro, educação midiática, tanto no meio corporativo – com envolvimento estruturado de CEOs, Diretores e demais lideranças – bem como na população em geral, que deve ser incentivada a se apropriar de conceitos necessários para o bom consumo da informação.

Na visão geral, vamos escalar o novo processo de comunicação editorial que não mais pertence exclusivamente a algumas empresas de um único setor – como era o publishing editorial no século XX -, mas sim, que deve ser dominado por todas as marcas e agentes relevantes. Claro que os publishers clássicos, reinventados, sempre terão seus espaços como players independentes. Porém, as marcas que dominarem o brand publishing também se tornarão agentes fundamentais na comunicação editorial da sociedade da informação.

Acredito que, por todas essas oportunidades, vamos dar um bom jeito nesse século. Com a técnica em seu estado da arte rompendo a barreira entre séculos. E com a filosofia efetiva de trabalho para oferecer à sociedade uma comunicação útil e bem formatada, com procedência declarada de marca – o que, por sua vez, torna a relação legítima e construtiva com suas audiências.

É muito trabalho, eu sei. Mas estamos prontos. Os mais de 20 anos de transição, culminando com uma pandemia, nos prepararam. Passamos por tempos duros e agora estamos, de fato, prontos para estabelecer a nova plataforma de comunicação que a humanidade demanda. E as marcas são protagonistas em uma nova galáxia de publishers que agora enxergamos mais claramente.

Feliz 2023. Que seja um ano saudável (sem pandemia, por favor), pleno (não teremos copas nem eleições!) e brilhante (isso depende de nós!).

Nota:

Quero agradecer ao Meio&Mensagem pelos 12 artigos publicados, 4 por ano, desde 2020. Espero contribuir ainda mais.

Mas vale essa nota para dizer que no primeiro trimestre de 2023 vou lançar o livro “Brand Publishing e Transição Midiática”. Quem quiser acompanhar o lançamento mais de perto, só acessar livro.brandpublishing.com.br

Acredito que essa obra vai consolidar muitos conceitos trabalhados também nesse espaço, para que, de agora em diante, a gente foque na consolidação dos novos e brilhantes tempos.

Até 2023!

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