O papel vital do ESG para o futuro do planeta

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Opinião

O papel vital do ESG para o futuro do planeta

Superar desafios e alcançar essas conquistas em uma empresa da dimensão da Unilever requer não só expertise, mas também um forte engajamento com o desenvolvimento sustentável

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5 de fevereiro de 2024 - 9h37

A primeira vez que participei de uma COP do Clima foi em 2004, a COP10, realizada em Buenos Aires. Na ocasião, o público que participava era formado majoritariamente por negociadores representando os governos nacionais. Diferente do formato atual, a sociedade civil quase não tinha voz e era pouco integrada. Os governos locais e outras lideranças dos países também não exerciam papeis importantes. O setor privado não tinha nenhuma adesão. E a academia ainda debatia os fundamentos científicos da ciência do clima. Além disso, não havia mais do que cinco eventos paralelos.

Hoje, é muito gratificante ver que depois de 20 anos o cenário mudou e o evento passou a contemplar todos os elos que compõem a nossa sociedade – governos, iniciativa privada, especialistas e diferentes comunidades –, pois todos eles desempenham papéis cruciais nessa jornada rumo à sustentabilidade do planeta. Com isso, passou-se a ter mais diálogo e trocas mais ricas e provocativas sobre a urgência de mudanças que devem ser adotadas conectando meio ambiente, direitos humanos, biodiversidade e clima. Sobretudo, ter as pessoas no centro dessa agenda se tornou chave, pois da agenda climática dependem a inclusão e a garantia de dignidade para todas as populações.

Na Unilever, por exemplo, há quase duas décadas conseguimos colocar as temáticas ESG no centro da nossa estratégia de negócio. Desafiando nosso próprio status quo, nossas marcas e nossas operações, temos impactado positivamente a vida de milhares de pessoas. Para dar um exemplo mais recente, em 2023 inauguramos nossa primeira caldeira de biomassa de eucalipto em Indaiatuba, em São Paulo. Esta, que é a maior planta de detergente em pó do mundo, passou a operar com 100% de energia limpa e renovável.

Também conseguimos nos antecipar à meta global de uso de plástico reciclado, alcançando, ao final de 2022, 27% de inclusão de resina pós-consumo, ante os 25% estimados até 2025 para todo o negócio mundial da companhia.
Superar desafios e alcançar essas conquistas em uma empresa da dimensão da Unilever requer não só expertise, mas também um forte engajamento com o desenvolvimento sustentável. E isso só reforça nosso propósito em liderar a busca por soluções aos desafios ambientais enfrentados em todo o mundo, principalmente para frear as mudanças climáticas.

Sabemos do nosso poder de escala. Sabemos da força de nossas marcas e o quanto podemos, juntos, gerar um grande impacto – no Brasil e no mundo. Por isso, trabalhamos incansavelmente para crescer, gerar resultado para nossos negócios ao mesmo tempo em que trabalhamos para fazer da sustentabilidade algo comum à vida das pessoas.

Por fim, deixo uma reflexão para todos nós – elos que mencionei no início deste artigo: por maior que seja a presença e, consequentemente, a responsabilidade da Unilever, ela é apenas uma peça dessa enorme engrenagem. Precisamos muito da união de esforços, da colaboração entre elos, para de fato nos conectarmos a soluções de grande impacto. Soluções urgentes das quais todos nós, cidadãos comuns como eu e você, dependemos. Precisamos de fato caminhar juntos. E depressa. Vamos?

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