Cannes além dos Leões
Entre palcos e bastidores, procuro os sinais que antecipam as próximas transformações da sociedade
Quando pensamos em Cannes Lions, a primeira imagem que vem à mente ainda é a da publicidade. Mas, há algum tempo, o festival deixou de ser apenas um encontro da indústria criativa para se tornar um grande observatório de comportamento, cultura e negócios.
Este ano, quero fazer um exercício diferente.
Mais do que acompanhar campanhas, premiações e grandes anúncios, vou observar as comunidades que estão se formando, os novos setores que vêm ocupando espaço no festival e os sinais que apontam para o futuro das relações entre pessoas, marcas e empresas.
A cada edição, fica mais evidente que Cannes expandiu suas fronteiras. Tecnologia, creators, entretenimento, esportes, wellness, impacto social e novas economias passaram a dividir protagonismo com a publicidade tradicional.
Mas, acima de tudo, existe um movimento que chama a atenção: a valorização do pertencimento.
Estamos saindo da era da audiência para entrar na era das comunidades. As pessoas já não querem apenas consumir conteúdos ou serviços; elas querem fazer parte de algo.
Talvez seja justamente essa a grande transformação que o festival ajuda a revelar: as conexões humanas voltaram a ocupar um lugar central nas estratégias, nos negócios e nas experiências.
Ao longo desta semana, meu olhar estará voltado para esses movimentos, para as conversas que acontecem dentro e fora dos palcos e para os pequenos sinais que, muitas vezes, antecipam as grandes mudanças.
Vou escrever o “Diário de Cannes” e nele quero compartilhar reflexões, encontros, tendências e aprendizados que podem nos ajudar a entender não apenas para onde a indústria criativa está caminhando, mas também para onde a sociedade está indo.
Convido vocês a acompanharem essa cobertura especial nos canais do Meio & Mensagem durante todo o festival.