Cannes

Criatividade para quê?

O desafio das marcas já não é apenas comunicar melhor, mas criar valor de forma consistente e relevante

Fabiana Schaeffer

Cofundadora da Netza&CO e CEO da Netza Martech Agency 22 de junho de 2026 - 10h22

A próxima vantagem competitiva das marcas não será uma campanha. Será a capacidade de transformar criatividade em valor.

Todos os anos, o Cannes Lions reúne as mentes mais criativas da indústria para celebrar as melhores ideias do mundo.

Mas, talvez, a pergunta mais importante deste ano seja outra:

Para que estamos usando toda essa criatividade?

Para conquistar prêmios? Gerar buzz? Viralizar nas redes sociais?

Ou para construir marcas mais fortes, mais relevantes e mais valiosas?

Vivemos uma era em que confiança, reputação e impacto deixaram de ser atributos intangíveis para se tornarem ativos estratégicos de negócio. Consumidores escolhem marcas nas quais confiam. Talentos querem trabalhar em empresas com propósito. Investidores valorizam organizações resilientes e preparadas para o futuro.

Nesse contexto, a criatividade deixa de ser apenas uma ferramenta de comunicação para assumir um papel muito maior: criar valor.

Valor para as pessoas. Valor para os negócios. Valor para a sociedade.

No entanto, ainda existe um enorme espaço entre o potencial criativo da nossa indústria e o impacto que ela pode gerar.

A criatividade precisa sair do briefing e ocupar um lugar nas decisões estratégicas. Precisa influenciar a inovação, a experiência do cliente, a cultura organizacional, a sustentabilidade e a reputação. Em outras palavras, precisa participar da construção das marcas, e não apenas de suas campanhas.

É exatamente essa reflexão que queremos provocar durante o Open House for Good.

Mais do que um evento, o Open House for Good é um movimento global que reúne líderes, marcas, agências, startups e criativos para discutir como a criatividade pode acelerar soluções para os grandes desafios do nosso tempo.

Neste ano, o encontro ganha um significado ainda mais especial. Durante o evento, realizaremos a simbólica passagem da tocha entre Brasil e França, reforçando que construir marcas relevantes também significa construir um legado para a indústria.

O Brasil entrega à França uma agenda que coloca criatividade, inovação e impacto positivo no centro da estratégia das empresas. Porque acreditamos que as marcas que liderarão o futuro serão aquelas capazes de gerar resultados econômicos sem perder de vista seu papel na sociedade.

A régua agora vai além da campanha memorável. O verdadeiro diferencial está em construir marcas que se tornem um legado real para o mundo.

Nos vemos no Open House for Good no dia 24 de junho, quarta-feira, às 16h, no foyer do Teatro Debussy (badge não é necessária).