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Evento ProXXIma

As múltiplas – e árduas – tarefas dos líderes de marketing

Isabella Zakzuk, da P&G, e Patricia Borges, da Diageo, abordaram como os CMOs precisam orquestrar as expectativas internas com as dos consumidores para conseguir gerar valor e negócios

Bárbara Sacchitiello
2 de junho de 2022 - 18h22

Isabella Zakzuk (à esq.), da P&G, e Patricia Borges, da Diageo (Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

Entender profundamente a posição da marca e a imagem que os consumidores têm a respeito dela. Ter conhecimento sobre custos e valores e conhecer a saúde financeira da empresa. Construir uma boa relação com a área de compras. Ter uma sinergia ampla com o departamento de vendas e acompanhar seu desempenho. Conhecer os conceitos básicos de antropologia para saber como as pessoas se relacionam e o que elas esperam de suas relações interpessoais e de consumo. Ser expert em plataformas digitais e conhecer os mais novos canais de comunicação que estão chamando a atenção das pessoas.

Essa lista enorme de tarefas explica exatamente o por quê de o painel que reuniu líderes de marketing no Proxxima 2022 ter trocado a palavra ‘marketing’ da sigla CMO (chief marketing officer) por ‘maestro’. Afinal, o dia a dia desses profissionais tornou-se, realmente, uma constante orquestração de objetivos e funções para continuar fazendo com que as marcas sejam desejadas pelos consumidores e evoluam de acordo com as novas demandas da sociedade.

Recém-promovida a vice-presidente de beleza, operação de marcas e e-commerce da P&G, Isabella Zakzuk afirmou que vê as atuais demandas dos CMOs como uma oportunidade interessante para evoluir e destacou que, nessa jornada de múltiplas funções, é importante ter parceiros estratégicos que consigam auxiliar as marcas demandas específicas, para que os objetivos do marketing, em conjunto, sejam realizados.

Patricia Borges, vice-presidente executiva de marketing da Diageo, também destacou que os parceiros ajudam a decodificar as demandas e que essas múltiplas atribuições trazem a oportunidade aos grandes anunciantes de se conectar diretamente com seu público-alvo, com menos intermediários. Ela destacou, contudo, que essa questão de parcerias também traz um desafio. “Cada vez mais queremos ter parceiros estratégicos, que são extensão de nosso time, mas como ninguém é especialista em tudo, as vezes você se vê com 19 parceiros diferentes, tendo que lidar com todos e controlar tudo”, pontuou.

Gestão de talentos

As duas líderes de marketing também falaram da importância de ter um olhar atento para os talentos da empresa, sobretudo em tempos em que as relações de trabalhos estão rendo reavaliadas e que a saúde mental nunca foi tão questionada. Isabella destacou a importância de os líderes deixarem expostas suas fragilidades. “É muito importante demonstrar vulnerabilidade. Se antes isso era visto como fraqueza, hoje, demonstrar vulnerabilidade é compartilhar os próprios desafios e incentivar a equipe para que a gente construa um ambiente mais saudável e para que entendam que estamos nos relacionando com seres humanos. E isso precisa partir da alta liderança”, pontuou.

Patricia destacou a importância de reunir um time de pessoas que tenham backgrounds e pensamentos diferentes e que essas diversas habilidades, em conjunto, contribuem para um melhor resultado. Gestão de talento é algo individual, mas também precisa ser uma composição para gerar um time de alta performance”, disse.

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