Gigantes e startups, um casamento de interesses

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Gigantes e startups, um casamento de interesses

Mondelēz, L'Oréal, Natura, Nestlé, Bradesco e Itaú ampliam seus programas de investimento em inovação ao mesmo tempo em que ajudam empresários iniciantes

Luiz Gustavo Pacete
9 de agosto de 2016 - 17h10

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Equipes de marcas da Mondelēz assistindo apresentações de startups, em São Paulo

Aceleradoras, incubadoras, venture capital, seed money. Familiares ao mundo dos investimentos, essas palavras estão sendo incorporadas cada vez mais ao mercado de consumo tendo em vista o aumento do número de projetos envolvendo grandes empresas e startups no Brasil e no mundo.

Ainda que o objetivo de companhias como Mondelēz, L’Oréal, Natura, Nestlé, Bradesco, Itaú e outras não seja encontrar o próximo unicórnio – empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão – e sim trazer inovação aos seus negócios, projetos envolvendo startups sempre podem estar gerando um gigante do futuro.

A pedido de Meio & Mensagem, a Sonne Consultoria fez um levantamento dos projetos envolvendo grandes empresas e startups e suas principais características. De acordo com Maximiliano Tozzini Bavaresco, sócio da Sonne Consultoria, as empresas ganham ao se aliar a startups porque geram novas possibilidades de negócios, conceitos, produtos e serviços capazes de atender às demandas de um mercado em transformação. Já as startups podem utilizar um ambiente real de dados de mercado para simulação e teste de ideias. “Elas também têm acesso a líderes e mentores capazes de prestar valiosa orientação do planejamento estratégico à implementação de seus projetos”, afirma Max.

“Os projetos são mais bem sucedidos quando você coloca grandes empresas e startups juntas”, diz Renato Valente, country manager da Telefonica Open Future. O Open Future é responsável pela Wayra, incubadora de startups localizada na sede da Vivo, em São Paulo. “Colocar grandes empresas em contato com empreendedores é um desafio nosso e isso é uma relação de ganha-ganha na medida em que temos o acesso dos empreendedores ao mercado e o acesso das empresas à inovação e novos modelos”, diz Valente.

A Wayra, por exemplo, é uma das parceiras do projeto Digital Accelerator da Mondelēz que leva os seus 14 times de marcas a formarem duplas com Spotify, Waze, BuzzFeed e outras plataformas para desenvolverem projetos de mídia. “Não estou concorrendo com marcas semelhantes às minhas, mas com qualquer plataforma que possa disputar a atenção dos consumidores”, diz Maria Mujica, diretora de marketing Latam da Mondelēz ressaltando a importância de buscar inovação no mercado.

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Cubo, coworking do Itaú localizado em São Paulo

Outras empresas de consumo vêm anunciando ou ampliando projetos voltados à inovação. A Nestlé lançou recentemente a Henri@Nestlé, uma plataforma de inovação aberta. “Será o principal programa colaborativo global da empresa”, diz Pete Blackshaw, vice-presidente de digital da Nestlé. Em junho deste ano, a Kellogg´s anunciou o Eighteen94 Capital, fundo de US$ 100 milhões que fará investimentos em projetos iniciantes. “O investimento inclui startups que estão se destacando na criação de novos ingredientes, alimentos, embalagens e tecnologias”, afirmou a Kellogg´s em comunicado. Em maio, a Natura colocou no ar uma plataforma online cujo objetivo é permitir diálogo direto entre a companhia e as mais de 4,1 mil startups registradas no Brasil. No mesmo mês, a L’Oréal anunciou parceria com a Founders Factory, uma aceleradora e incubadora de negócios.

Alguns dos principais projetos envolvendo grandes empresas e startups:

Henri@Nestlé_open innovation

Bradesco Inovabra
Apoia projetos de startups com soluções aplicáveis ou adaptáveis ao setor financeiro.

Itaú Cubo
O espaço na Vila Olímpia é um coworking inspirado no Vale do Silício para incentivar a troca de informações e inovações.

Coca-Cola Open Up
Busca startups que possam oferecer soluções voltadas a desafios de sustentabilidade e programas sociais.

Natura Startups
A empresa usa o programa para identificar parceiras que possam ter soluções voltadas às frentes de atuação da Natura.

Mondelēz Digital Accelerator
O projeto leva os times das marcas 5Star, Belvita, Bis, Bubbaloo, Clight, Club Social, Halls, Lacta, Oreo, Philadelphia, Royal, Sonho de Valsa, Tang e Trident a formarem duplas com empresas como Buzz-Feed, Spotify e Waze e outras startups.

Nestlé
A empresa lançou recentemente a Henri@Nestlé, uma plataforma de inovação aberta que será o principal programa colaborativo global da empresa.

L’Oréal
Em maio, a empresa anunciou parceria com a Founders Factory, uma aceleradora e incubadora de negócios.

Kellogg´s
No mês de junho, a Kellog´s criou o Eighteen94 Capital, fundo de US$ 100 milhões que fará investimentos em projetos iniciantes.

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