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Troca de camisas no varejo

Por que a Hering está inaugurando quiosques, com o modelo Hering Pop, e a geek Piticas, abrindo mega stores

Roseani Rocha
27 de novembro de 2019 - 6h00

Primeira Piticas XP, inaugurada em São Paulo, no último dia 23 (Crédito: Divulgação)

Peça de roupa que combina com o calor, o despojamento e, por que não, a situação econômica do brasileiro, as camisetas são ícones de uma companhia centenária como a Hering, que sempre se orgulhou do sucesso de seus modelos básicos, e de uma marca bem mais jovem, como a de camisetas geek Piticas, que ainda vai completar dez anos de mercado.

Enquanto a primeira sempre foi vendida em lojas da marca principal da Cia. Hering (também dona da Dzarm, PUC e Hering Kids) e agora passa a explorar o formato de quiosques, a Piticas, que tem mais quiosques do que lojas agora está investindo na inauguração de mega stores.  A primeira delas foi inaugurada no último sábado, 23, no shopping SP Market. Felipe Rossetti, que inaugurou a marca com seu irmão Vinicius, em 2010, explica que as lojas normais têm em média de 30 a 50 metros quadrados, enquanto a Piticas Experience (ou Piticas XP) tem como regra um mínimo de 180 metros quadrados.

O projeto, conta Felipe, nasceu do desejo de levar aos shopping centers um pouco do que a marca apresenta em eventos como a CCXP e a BGS, proporcionando experiências com marcas e personagens desejados do mundo geek como Disney, Marvel, Warner e Harry Potter, entre outros. “Como seria se pessoas da família brasileira que estão andando no shopping pudessem tirar uma foto no sofá oficial de Friends? Ou entrar numa réplica idêntica à nave do desenho Rick And Morty? Isso é conexão emocional, e é o que queremos levar nessas lojas”, afirma. Outros diferenciais do espaço apontados por ele são a opção de customização de peças, corners temáticos, provadores “desenhados à mão” por sua equipe, espaços instagramáveis e produtos exclusivos.

No total, a Piticas, que possui fábrica própria em Guarulhos (SP), coordena pelo sistema de franquias 130 lojas e 290 quiosques. O investimento para novas unidades de cada uma é, respectivamente, de R$ 200 mil e R$ 160 mil. Já em uma Piticas XP o aporte médio é de R$ 500 mil. “Temos quatro novas unidades já assinadas que vão abrir até o final de fevereiro. Com a validação do modelo de mega store nesse meio tempo, o plano é abrir uma loja por capital até o final de 2020”, explica Felipe.

Ideia da marca fundada pelos irmãos Rossetti é brincar com espaços instagramáveis (Crédito: Divulgação)

Já a Hering, que inaugurou no Top Center Shopping, na Avenida Paulista, sua primeira unidade da Hering Pop, nome que indica também a aproximação com o universo da cultura pop e licenciamentos, faz mistério sobre os planos de expansão do formato, no qual são comercializadas camisetas com temas que incluem comportamento, séries, games, filmes, música e literatura.

As camisetas da linha Hering Pop terão preços fixos (R$ 49,90 e R$ 69,90) e tamanhos variados: 2 ao 12, na linha infantil e do PP ao XXXG, no adulto. As únicas informações sobre expansão do formato disponibilizadas pela Cia. Hering é que a intenção é levar os quiosques a locais como shoppings, galerias comerciais, aeroportos, faculdades, supermercados e até feiras e eventos corporativos.

Já sobre as motivações para investir nesse tipo de produto e formato de comercialização, a marca lembra que desde a década de 1970, quando a camiseta era uma forma de expressão dos jovens de então, a Hering explora a irreverência em camisetas. Com a Hering Pop e os quiosques isso é uma adequação à juventude de hoje e sua necessidade de praticidade. Como a Piticas, a Hering Pop também oferecerá a opção de customização de produtos, pois além dos disponíveis para venda na hora, em telas instaladas no local o cliente poderá fazer pedidos exclusivos que serão entregues via e-commerce.

Hering Pop também oferecerá personalização de produtos (Crédito: Divulgação)

 

Também esta semana, a Hering anunciou parceria com a Endemol Shine Brasil para o lançamento de uma nova linha de camisetas inspirada em Black Mirror na CCXP 2019, que acontecerá de 5 a 8 de dezembro em São Paulo. Em comunicado, Andrea Ribeiro, gerente de inovação da Cia. Hering, afirmou que a aproximação com um parceiro como a Endemol busca reforçar atributos da marca e sempre entregar um elemento de novidade a seus públicos. “Acreditamos que a somatória de esforços da Hering, com seu estilo jovem e autoral, à série Black Mirror, reconhecida globalmente, enriquecerá ainda mais a experiência dos consumidores das duas marcas”, comentou a executiva.

Será a primeira vez que a Hering participará da CCXP, com um espaço no qual o artista brasileiro The Butcher (que teve obras suas exibidas em episódios de Black Mirror) estará de sexta-feira a domingo. Ele assinará pôsteres com seus trabalhos, que serão distribuídos gratuitamente aos visitantes do estande.

Questionado a dar sua leitura de iniciativas como a da Hering, Felipe Rossetti, da Piticas, enfatiza que sua marca nasceu nerd-geek e assim se manterá para sempre, pois é o seu DNA.  Diz, ainda, que o mundo lúdico dos licenciamentos permite possibilidades infinitas para brincar na loja XP. “Acreditamos que os concorrentes estão enxergando o potencial desse mercado, e querendo uma fatia dele também. A grande pergunta é: será que essas empresas têm o DNA? DNA não se cria, não se desenvolve, e os consumidores sentem isso”, pontua.

Com uma equipe de marketing interna, a Piticas promete uma publicidade online cada vez mais agressiva, com influenciadores e campanhas gerais e mais direcionadas. E também apostando no potencial de crescimento ainda desse mercado, a marca promete novidades como um evento proprietário, uma linha pet e novas coleções.

A expectativa da empresa este ano é superar a marca de R$ 230 milhões em faturamento, incluindo as vendas de lojas, quiosques e do e-commerce da marca.

 

(*) A nota foi modificada em 28/11/2019, pois a Cia. Hering atualizou informações sobre a participação do artista The Butcher na CCXP.

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