Mercado ganha marketplace de indie brands de beleza

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Mercado ganha marketplace de indie brands de beleza

Belong Be quer reunir marcas brasileiras independentes para oferecer produtos de beleza com propósito para consumidores

Carolina Huertas
2 de setembro de 2021 - 9h40

Segundo estudo da Factor-Kline, “O Mercado de Indie Brands de Cosméticos no Brasil – Oportunidades de investimentos”, as mais de 60 indie brands mapeadas faturam R$ 400 milhões (Crédito: Divulgação)

A Belong Be chegou ao mercado no último dia 12 com a proposta de impulsionar e reunir marcas brasileiras que estão despontando no mercado nacional de forma independente. O marketplace foi desenvolvido durante o período de isolamento social por Simone Sancho,  ex-Sephora, com o apoio das empresárias Amanda Coelho e Cintia Ferreira e um grupo de investidores que inclui experts do mercado como Bruna Tavares e Daniele da Mata. A plataforma conta, inicialmente, com 51 indie brands e já possui mais de 40 marcas se preparando para entrar em uma segunda fase, que se dividem em empresas que possuem ou não centros de distribuição. 

“O que motivou a criação do business foi uma necessidade e um gap de mercado. Nós assistíamos duas coisas acontecendo: o consumidor mudando e querendo comprar produtos com mais propósitos, com história, um produto que acaba sendo uma consequência do processo de escolha dele por um consumo consciente, e de um outro lado um varejo especializado muito cheio de produtos de marcas conhecidas e até muito atraído por essas marcas novas, mas o grande desafio é que quando você tem marcas tão pesadas e abre espaço para as menores, as menores somem, não dá para comparar uma verba de ponto de venda ou digital de uma gigante”, comenta Simone Sancho, idealizadora da plataforma.

As indie brands ou marcas independentes, são empresas que se originam fora da grande indústria e traduzem em produtos os seus propósitos e crenças, transformando a relação de consumo em uma relação de conexão. Apesar da dificuldade de achar um espaço no mercado, este é um setor de negócios que está em plena ascensão. De acordo com o  estudo “O Mercado de Indie Brands de Cosméticos no Brasil – Oportunidades de investimentos”, publicado pela Factor-Kline, este estilo de marca já está consolidado no cenário internacional e começa a ganhar força também no cenário nacional com uma média de crescimento de 40% ao ano. Foram mais de 60 indie brands locais mapeadas, que, juntas, respondem por um faturamento de R$ 400 milhões.

“Foi olhando para esse cenário que resolvemos montar algo para esse gap de mercado, ou seja, dar uma prateleira de visibilidade para as marcas independentes sem competição com as maiores, em uma inversão de raciocínio. Os varejistas nascem para as maiores e depois recebem as pequenas. Nós nascemos para as pequenas para, quem sabe um dia, receber as grandes, mas sem que isso seja um conflito. Além de trazer novidades para o consumidor sendo um portal de informação, porque você não consegue nem descobrir as independentes às vezes em meio às grandes”, explica Simone.

A produção de conteúdo também é uma das apostas do marketplace. Além de um Mural da Comunidade na home principal e nas páginas de cada marca, que será composto por fotos postadas pelo público, a empresa está presente em todas as redes sociais produzindo conteúdos para levar informações sobre o mercado de beleza, de postagens que abordam história até guias e modos de uso, tanto no perfil @belong.be para o público em geral, como no @bebelongacademy, um perfil focado em gestão empresarial para dar suporte para pessoas que já possuem sua própria marca ou querem ter. O segundo foi criado após as idealizadoras perceberem que esse era um dos maiores desafios para as marcas independentes. 

“A venda para nós tem que ser uma consequência desse consumo de conteúdo. Diferentemente de um varejista normal, que pensa no números de vendas, nós estamos mudando um comportamento. As pessoas, às vezes, nos falam que tinham dúvida se estavam mesmo em um e-commerce, e é sobre isso. O propósito é que seja um grande parquinho de diversões, quando você se propõem a disruptar um modelo tão clássico como o de compra digital, você tem que estar preparado para uma entrega de resultados consequente dessa reeducação. Se for para entregar apenas mais um lugar para comprar, aí não serve, tem que ser um lugar que você realmente se encontre”, diz Simone.

Para esse ano a empresa prevê um faturamento de R$ 5 milhões, dentro de uma visão conservadora, declara a fundadora, mas que presa pela experiência. A estratégia também está ligada ao fato de não serem produtos de marcas conhecidas e sendo assim o desafio é diferente. O lançamento contou com uma parceria com a Unibes para destinar todo o lucro obtido com as primeiras horas de vendas para as ações que empoderam e apoiam outros empreendedores.

Lançamento sem mídia paga 

Do lado do marketing, a Belong Be também aposta em um modelo diferente. As criadoras decidiram não utilizar nenhum tipo de mídia paga no primeiro mês de atuação, até o dia 10 de setembro. A empresa também não trabalha com nenhuma agência de publicidade, apenas com o time interno de marketing e contou com a interação de influencers de forma orgânica, sem investir nem um real nesse primeiro momento. 

“O nosso lançamento tem um conceito de ‘juntos a gente vai longe’ e ele traz uma mensagem melhor do que uma mídia comprada. E nós tivemos um resultado melhor do que esperávamos onde até o site caiu no primeiro dia, com mais de um milhão de acessos simultâneos. Todas as influenciadoras que falaram sobre nós foram impactadas de forma orgânica. Nós vamos fazer um mês de site 100% orgânico, porque isso também faz parte da tese de desconstruir esse conceito”, conta Simone.

**Crédito da imagem no topo: FreeStocks/Pexels

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