Formatos e parcerias impulsionam a cultura no Arte1

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Formatos e parcerias impulsionam a cultura no Arte1

Caio Luiz de Carvalho, diretor geral do canal, fala sobre os desafios da TV paga e a relação com instituições e marcas

Taís Farias
5 de março de 2020 - 6h00

Canal dedica sua programação a artes como dança, música, fotografia e cinema (Crédito: Divulgação)

Nesta segunda-feira, 2, uma nova fase começou no canal Arte1. O canal de TV paga, que se dedica à transmissão de conteúdos ligados às artes, apresentou uma renovação de sua grade de programação e estreia mais uma atração proprietária.

A principal mudança está no horário de exibição dos filmes e documentários, que agora, passam a ir ao ar mais cedo. O movimento nasceu de uma demanda do público, como explica Caio Luiz de Carvalho, diretor geral do canal Arte1 e professor doutor da EAESP-FGV. “Com o aumento das interações das redes sociais e até mesmo com as marcas, pudemos perceber que nossa audiência demandava um horário mais cedo para o início da nossa sessão de filmes e documentários”, afirma o diretor.

Os longas-metragens, agora, serão exibidos às 23h. Para engajar o público, os gêneros ficam divididos pela semana. As segundas são reservadas para produções clássicas, terças e quintas têm documentários, já as quartas e sextas-feiras levam o cinema contemporâneo para televisão. As noites do final de semana serão animadas por séries.

A semana também é marcada pela estreia do programa Dois Pontos. Fruto de uma parceria entre o canal e o Itaú Cultural. A atração vai mapear iniciativas nacionais de incentivo à leitura promovidas por organizações comunitárias e pela sociedade civil. O lançamento é um aceno a proposta do canal de trabalhar um conteúdo educacional e estimular o consumo das artes.

Caio Carvalho (Crédito: Carol Gherardi/ Divulgação)

Em um cenário de mudanças no cenário das mídias, Caio celebra a identidade do canal e sua relação com os consumidores e anunciantes. “Ser um canal com um público nichado é uma enorme vantagem. Quem quer conversar com um público altamente qualificado, sabe que pode falar com o público do Arte 1”, conta. Ao Meio & Mensagem, o diretor falou sobre os desafios de produzir conteúdo na TV paga e os planos do canal para o futuro.

– A TV paga enfrenta, já há alguns anos, um movimento de queda da base de assinantes. Como você enxerga esse cenário?

O telespectador quer ter o “controle” do que assistir em suas mãos. Querem escolher o quê, quando e onde assistir a seus conteúdos e programas. Isso é um desafio para todos nós que trabalhamos com televisão, entretenimento e informação. A TV por assinatura, ainda que tenha perdido quase 4 milhões de assinantes nos últimos anos, mantém hoje estabilizados 15 milhões e não vai morrer, mas sim encontrar modelos novos a exemplo do que já faz a Comcast. O consumo multiplataforma é que vai ter a nossa atenção e nas nossas propostas de produção isso é uma realidade e obrigação. O telespectador vê o programa na TV, o podcast em outra plataforma, interage com a comunidade do programa no Facebook ou no Twitter, tem acesso aos stories dos bastidores no Instagram. Isso quando e como ele quiser.

– No fim de 2018, foi noticiado o lançamento do serviço de streaming do canal. Como tem sido o desempenhado dessa iniciativa? Como vocês estão olhando para novos formatos?

O Arte1 Play foi uma grande conquista. Primeiro, porque pudemos organizar todo o nosso conteúdo adquirido de grandes parceiros internacionais como BBC, ORF, Arté, NHK, Imovision dentre tantos outros. Nós também constatamos, que em nossos 5 anos de existência, produzimos e coproduzimos mais de 400 horas do que há de melhor no conteúdo de arte nacional. E, claro, isso também nos trouxe receitas extras. No momento, estamos trabalhando para ampliar nossos canais de distribuição em streamings e exportar nossos conteúdos próprios. O Smithsonian Brasil já exibe algumas de nossas produções, o que nos orgulha. Temos ainda a única parceria fora da mídia impressa no mundo com The New York Times, que nos cede seus vídeos de arte.

– Qual é o perfil dos anunciantes do Arte 1? O canal atrai um tipo específico de segmento? E como faz para ampliá-lo?

Temos parcerias importantes como fundações, instituições, museus, centros culturais, mostras de arte e teatros. E mais do que anunciantes dentro da grade temos nossos parceiros que consideramos mecenas. Fazemos uma parceria diferenciada onde produzimos projetos de arte que possam agregar valor às marcas com conteúdos premium. As produções, além de serem exibidas no Canal Arte 1 e em todas as suas plataformas digitais, são também licenciadas e entregues para o cliente utilizar em suas plataformas de mídia.

Caixa Econômica Federal, Decolar, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Personnalité, investiram em nossa programação. Já Fiesp, Sesi, Sesc e Itaú Cultural são parceiros que desenvolvem programas junto conosco e é nesse sentido que estamos investindo nesse ano. Realizar mais desenvolvimento de conteúdos em parceria com marcas. Somos especialistas em produção de conteúdo de arte e as marcas que têm aderência a esse tipo de imagem nos interessam também.

– Quais são as perspectivas do canal para o ano de 2020?

O Arte 1 está presente em todas as operadoras do país, tem uma base que atinge de mais de 12 milhões de residências e seus assinantes são apaixonados por arte. Continuaremos correspondendo às expectativas, que nos cobram uma programação de excelência. Comercialmente, pretendemos crescer com parceiros qualificados e trabalhando para levar arte e cultura a todos os brasileiros em um país onde cultura precisa, cada vez mais, ser levada a sério.

*Crédito da foto no topo: Divulgação

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