Fake news x fake olds

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Fake news x fake olds

É natural que o ser humano evolua e que mude de opinião, comportamentos e bandeiras a respeito de más práticas do passado


19 de julho de 2018 - 14h13

Crédito: brothers_art/iStock

Muito se fala sobre fake news, tema da moda, tema importante, tema que atrai atenção e audiência em qualquer parte do planeta.

As fake news não são novidade e nem surgiram recentemente, mas por causa do avanço tecnológico e a enorme presença do mobile na vida das pessoas, tornou-se uma arma importante para destruir reputações. É uma mentira revestida de “maquiagens” que lhe fazem ter a aparência de verdade.

Em paralelo temos também as fake olds, menos famosas do que a irmã fake news, porem tão importantes e relevantes quanto.

As fake olds ocorrem quando temas coletados da linha do tempo passado, histórico de opiniões, testemunhos, artigos, notícias, posicionamentos etc. são trazidos absolutamente descontextualizados para o presente. É tão inconsequente quanto as fake news.

É absolutamente natural que o ser humano possa evoluir — aliás ele deve evoluir — e, com isso, nada mais natural também a mudança de opinião, comportamentos, posicionamentos, discursos e bandeiras.

As fake olds aparecem com uma velocidade ainda mais assustadora que as fake news, e também são revestidas de uma capacidade de destruição de reputação de pessoas, marcas, empresas, celebridades, influenciadores. Reputações que demoraram anos para ser conquistadas e são absolutamente varridas em segundos, com absoluta inconsequência e ausência de justificativa mínima, sem direito da ampla defesa.

A responsabilidade na propagação de notícias, bem como o direito de voz de quem se julgar prejudicado, devem ser discutidos amplamente

Já é hora da sociedade evoluir, ser menos julgadora e mais analítica.

Já é hora de todos que se voluntariam para criar um mundo melhor sentarem na mesma mesa para criar disciplina para não se autodestruírem.

Já é hora de agentes ocultos propagadores de fake news e fake olds serem revelados. A ética e as boas práticas não podem ficar apenas nos livros.

A responsabilidade na propagação de notícias, bem como o direito de voz de quem se julgar prejudicado, devem ser discutidos amplamente na era atual da comunicação, anytime, anywhere.

Sejamos mais construtivos, sejamos mais positivos, sejamos mais amigos, sejamos mais reais.

 

*Crédito da imagem no topo: NataliaDeriabina/iStock

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