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Tendências para 2019 em publicidade mobile

Vídeo, identificador único, inteligência artificial e muito mais temas estarão em alta no setor


14 de janeiro de 2019 - 17h57

O momento é propício para refletir e fazer as apostas sobre os temas que estarão em alta em 2019. Sem dúvida, nos próximos meses, a indústria de publicidade digital ouvirá muito sobre o formato vídeo, novas soluções ligadas à inteligência artificial, investimentos em plataformas OTT, entre outros temas quentes.

 

Dados, inteligência artificial e voz ganham maturidade na mídia mobile este ano (Crédito: Rawpixel/Unsplash)

Compartilho abaixo minhas apostas para 2019:

1. Vídeo e programática: como em 2018, seguiremos observando o contínuo crescimento do formato de vídeo e da opção de compra programática, em função de haver mais metodologias para a realização da atribuição e, obviamente, porque os sistemas antifraude estão funcionando melhor. As tecnologias e métricas vão seguir avançando, até mesmo por conta da exigência dos clientes. Esse conjunto de fatores contribui para que a mídia mobile programática cresça. Na América Latina, vemos que o formato de vídeo, sem dúvida, é o que mais crescerá. Apenas nos Estados Unidos, a previsão de investimentos de publicidade em vídeo deve crescer 22.6% em 2019, totalizando US$ 15,9 bilhões, de acordo com dados da consultoria eMarketer.

2. Inteligência artificial (IA): seguramente, vamos começar a ver soluções baseadas em inteligência artificial com foco na compra programática e o uso inteligente dos dados para que as compras sejam mais eficientes e possibilitem decisões melhores e mais rápidas sobre as campanhas de publicidade. Estas soluções baseadas em IA crescerão muito no futuro e na América Latina esse processo está se iniciando. As agências e anunciantes estão começando a implementar algoritmos para melhorar processos e, no campo da publicidade, esse desenvolvimento ajudará a otimizar as campanhas, reduzindo custos e gerando melhores resultados.

3. Uso de dados: outro tema importante é o que diz respeito ao uso de dados, que é uma parte significativa do negócio de mídia programática. Acredito que esteja ocorrendo um processo de maturação, tanto do lado do comprador quanto dos proprietários de dados. Hoje em dia, os dados possuem mais qualidade e consistência. Na América Latina, vários países têm novas políticas sobre o uso de dados e vão passar por reformulações de suas leis, como foi o caso do Brasil recentemente e que a Argentina, que está fazendo isso agora. Essa tendência seguirá para outros mercados como Estados Unidos, México e Colômbia. Como consequência, quem desfruta dos dados, contará com informação melhor e mais precisa.

4. ID único: existe algo importante em andamento, com o envolvimento de algumas associações como IAB e outras empresas de adtech nos Estados Unidos, que é o trabalho focado no desenvolvimento de uma tecnologia para identificação correta dos usuários nas diferentes telas, com base no conceito de ID único. Acredito que 2019 será um ano crucial para a indústria, do ponto de vista da criação de um identificador de usuário único, nas diferentes plataformas e dispositivos.

5. A vez da voz: em 2019, veremos transformações significativas por conta do impacto de assistentes de voz, como Alexa e Siri, entre outros. Os mecanismos de voz irão começar a gerar uma atração entre os DSPs e a intenção de compra dos usuários. Haverá uma movimentação maior das marcas, pois devem ser criadas novas formas de publicidade.

6. Investimentos em OTT: o ano também será decisivo para o segmento de plataformas de OTT (over-the-top). Já percebemos um crescimento muito importante em empresas de conteúdo, no segmento de mídia e entretenimento, fazendo lançamentos com altos investimentos sobre plataformas de OTT, como Disney, Fox, Discovery, entre outras, em sua maioria, em plataformas mobile. Nos Estados Unidos, o faturamento de vídeo em plataformas OTT de empresas no segmento de mídia e entretenimento (HBO, Hulu, Netflix, entre outras), atingiu US$ 20,1 bilhões, representando crescimento de 15.2% em comparação a 2016. A consultoria PwC prevê que a receita deste setor chegue a US$ 30,6 bilhões em 2022.

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