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Perigo, Will Robinson!

É intrínseco correr riscos quando se resolve inovar, entretanto, nenhuma empresa sobrevive sem buscar o novo continuamente


12 de março de 2020 - 11h37

(Crédito: Cred Tolgart/ iStock)

É impressionante a quantidade de transformações que surgiram na última década pelo avanço da tecnologia. Tudo é rastreado, automatizado e otimizado. Os robôs já invadiram o mercado realizando tarefas mais simples, mas, em pouco tempo, irão resolver problemas mais complexos e de forma mais precisa.

Só para reforçar que não estou me referindo àqueles robozinhos do tipo Perdidos no Espaço, série da TV dos anos 1970, agora reproduzida numa superprodução pela Netflix. Os robôs que estão mudando o cenário social e econômico são os sistemas operacionais automatizados. E, quando combinados com algoritmos e modelos preditivos carregados de inteligência artificial, essas plataformas conseguem analisar com precisão e recomendar ações que uma pessoa levaria muito tempo em concluir, ou, muitas vezes, nunca.

Lembre-se do impacto que o Waze teve na sua vida mostrando o trânsito em tempo real. Alguém ainda usa aquele GPS clássico que só mostrava o caminho entre o ponto A e o ponto B?

Uber, iFood, Mercado Livre e Nubank são alguns dos nomes que trouxeram novos modelos de negócios e subverteram os padrões. Assim como a Apple mudou o jeito de se consumir música, essas novas organizações têm trazido profundas transformações nas áreas da mobilidade, alimentação, comércio e finanças. Essa quebra de paradigma impacta na forma de como a sociedade consome todos esses produtos e serviços. Os robôs aplicados nestas plataformas fazem uma enorme diferença na produção de inteligência de dados para que essas companhias prosperem e escalem seus negócios.

E são esses modelos de negócio disruptivos que têm exposto as organizações tradicionais e ameaçado seus padrões históricos. Habilidades desenvolvidas no passado começam a ser questionadas à luz da nova dinâmica de se fazer negócios.

Os resultados mais expressivos estão vindo pelos aprendizados curtos chamados de betas. Só que beta, na verdade, não é um aprendizado, é uma atitude.

Veja a última publicidade do Burger King. O comercial/vídeo foi construído em cima de uma imagem de “des-apetite appeal” mostrando o sanduíche apodrecendo por ser feito com ingredientes sem conservantes artificiais. A sequência de cenas do lanche criando fungos contraria o ensinamento de que o produto tem que ser apresentado do jeito mais sedutor possível para atrair aos consumidores. O consumidor já não busca mais só o produto perfeito. Ele está buscando a atitude da marca. E isso é bem diferente.

Essa curva de pensamento é só para exemplificar que existem muitas coisas diferentes acontecendo e a atitude em direção ao novo é o que os profissionais e suas organizações estão procurando. Nem precisamos citar aqui a quantidade de empresas que foram, historicamente, exemplo de força e hoje se tornaram assunto de conversas dos saudosistas.

Para finalizar o humilde pensamento de quem vos escreve: o mercado brasileiro é enorme, tem excelentes players e uma força de resposta incrível que falta à maioria dos países. Cabe a nós provocar essas mudanças e embarcar na transformação.

É intrínseco correr riscos quando se resolve inovar, entretanto, nenhuma empresa sobrevive sem buscar o novo continuamente.

*Crédito da foto no topo: Audioundwerbung/ iStock

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