Do conceito ao marketing: como Bianca Andrade desenvolveu a nova Boca Rosa

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Do conceito ao marketing: como Bianca Andrade desenvolveu a nova Boca Rosa

Com pesquisa de mercado e inspiração na rotina brasileira, Bianca quer reforçar aspectos de diversidade e qualidade dos produtos nacionais


24 de junho de 2024 - 10h44

Boca Rosa

Bianca Andrade lança oficialmente nesta terça-feira, 25, a nova Boca Rosa (Crédito: Reprodução/Instagram)

No final de 2023, a influenciadora e então diretora criativa da marca Boca Rosa Beauty, Bianca Andrade, anunciou que encerraria a sua parceria com a Payot, empresa de cosméticos que produzia os itens que levavam sua assinatura, para o lançamento de sua marca própria.

A nova fase de Boca Rosa agora terá uma relação mais próxima com o Brasil, entendendo a pele, a rotina e a diversidade do público brasileiro. Para que isso fosse possível, Bianca investiu em uma pesquisa, realizada ao lado da WGSN, para entender quais eram as expectativas dos consumidores do mercado de beleza.

Assim, a marca perdeu o Beauty em seu nome, dando origem a uma linha que, segundo a empresária, será completa e multifuncional.

A base em stick contará com 50 tons voltados para a pele brasileira. Além disso, os sticks de blush também poderão ser utilizados na região dos olhos e boca e, por fim, o pó compacto – um dos assets que gerou buzz durante sua campanha de divulgação – também terá diferentes opções de tons.

Ao Meio e Mensagem, Bianca, Fundadora e CEO de Boca Rosa Company, contou como foi o processo de evolução da nova marca e qual foi o desenvolvimento do conceito e produtos, além de explicar como o rosa voltará a fazer parte de sua identidade visual de um jeito diferente de como era na marca anterior.

Meio & Mensagem – Uma das coisas que tem sido bastante frisada por você na sua comunicação é que a mulher brasileira mudou e que a marca precisa acompanhar. O que mudou e como a Boca Rosa vai aparecer nesse processo?

Bianca Andrade – Alinhamos nossa experiência no mercado de beleza com uma pesquisa aprofundada sobre o nosso público, feita pela WGSN, para entender ainda mais suas dores, visões e vontades. Foi desse lugar que nasceu o nosso propósito: ser a marca de maquiagem mais prática do mundo, com produtos de alta qualidade, fáceis de usar e multifuncionais. Queremos ser a marca aliada da mulher em sua jornada de sucesso, seja ele qual for, para que elas tenham confiança e segurança para correrem atrás de seus sonhos.

M&M – Por que trazer a brasilidade para o conceito dos novos produtos?

Bianca – Quando começamos a pensar como seria a nova marca, trazer protagonismo para a brasilidade era uma das prioridades. Não queremos só trazer o conceito e posicionamento de brasilidade, mas integrar o seu real significado aos nossos produtos, com fórmulas que façam sentido para o nosso mercado e uma qualidade que atenda de verdade a consumidora brasileira.

A maquiagem brasileira ainda é vista como inferior em relação às internacionais e isso também é uma questão para nós. O Brasil tem um dos mercados de beleza mais quentes do mundo, com um público inteligente, crítico e que, por muitas vezes, não tem suas necessidades atendidas com produtos estrangeiros – ou até mesmo acesso a eles. Queremos mostrar que a indústria nacional de maquiagem é tão potente quanto à internacional.

M&M – Por que você decidiu encerrar a parceria da Payot, que vinha em 2018, e investir na sua marca própria? Como tem sido o processo de construção dos novos produtos e quais aprendizados você traz da parceria com a marca?

Bianca – Começar a empreender no segmento de beleza lá em 2018, em parceria com uma marca que tenho tanto respeito e carinho até hoje, me fez crescer com cada oportunidade. Como diretora criativa de Boca Rosa Beauty, eu estava envolvida em todos os processos de desenvolvimento do produto: identificação de tendências, formulação, embalagens e estratégias de marketing. Desenvolver uma marca do zero, com a minha própria cadeia de produção e sendo fiel ao que acredito, é um processo difícil. Agora, toda a linha é vegana, livre de crueldade animal, com fórmulas não comedogênicas e testadas de forma segura.

M&M – Sobre a marca em si, como foi o processo de redesign? Por que você escolheu o cinza? Não veremos mais rosa, cor que foi tão característica nos seus produtos?

Bianca – A Boca Rosa ainda é rosa sim! Essa cor, que representa muito da nossa essência, será usada como ponto de destaque nas embalagens e na comunicação. Na foto com as 50 mulheres que representaram os 50 tons do Stick Pele, por exemplo, cada uma de nós estava com a boca rosa. O cinza reflete um momento mais equilibrado e maduro da marca, e dá protagonismo para as cores que realmente queremos: as dos nossos produtos em si.

M&M – Quais foram as principais inspirações para a criação e desenvolvimento da identidade visual do Boca Rosa?

Bianca – Tudo o que fazemos é embasado em muita pesquisa. Desde o ano passado, tenho uma parceria com a WGSN, que nos apontou as principais tendências do mercado. O minimalismo vem se tornando forte no segmento de beleza, inspirando não só as identidades visuais das marcas, mas também suas fórmulas, que procuram cada vez mais serem limpas, objetivas e resolutivas para os consumidores. A escolha pelo cinza também tem muito a ver com o meu gosto pessoal, e era algo que os meus próprios consumidores já percebiam antes do anúncio de Boca Rosa independente.

M&M – Quando você conversou com Meio & Mensagem ano passado, para o especial de aniversário, contou sobre suas estratégias para gerar buzz e conversar com o público. O quanto disso tem sido usado nesses lançamentos? Como você tem desenvolvido essa estratégia?

Bianca – O pulo do gato do buzz marketing é gerar conexão para que as pessoas falem sobre a sua marca. Gosto de trazer questões importantes, que façam a audiência refletir sobre as suas percepções. A discussão sobre a diferença entre o pó solto e o pó compacto foi uma delas, e teve uma proporção gigantesca. Quando o assunto é qualidade, ambos os formatos podem ser idênticos, mas qual é realmente mais prático e mais conectado à realidade da mulher brasileira? Trouxe o questionamento para o meu público e, mais que depressa, várias outras marcas de beleza e criadores de conteúdo passaram a falar sobre o assunto, enriquecendo o diálogo e trazendo destaque ao nosso lançamento.

M&M – Como você está trabalhando a diversidade nessa nova etapa da sua carreira?

Bianca – Diversidade foi um dos principais pontos que me fizeram desenvolver Boca Rosa como marca independente. Passou da hora do mercado de beleza ver a diversidade em suas linhas de maquiagem como indispensável. Para garantir que os meus produtos performem com a mesma excelência do BR01 ao BR50, convidei o Tássio, do @herdeiradabeleza, ativista de pele e consultor de diversidade, para desenvolver 28 dos 50 tons do Stick Pele.

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