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Opinião

A vitória sempre pode estar no próximo passo

Como a solidariedade individual e coletiva transforma histórias – mesmo as não tão conhecidas


10 de novembro de 2022 - 16h10

(Crédito: Shutterstock)

Histórias de superação costumam ter um grande apelo e chamar nossa atenção, porque em sua maioria são inspiradoras e nos tocam de alguma forma. Seja na ficção ou na vida real, ver o protagonista enfrentar diversas dificuldades, chegar ao ponto mais baixo e superar os obstáculos exerce um profundo efeito em nós. Saímos do cinema, teatro ou mesmo da leitura de um livro, jornal ou revista dispostos a acreditar mais em nós mesmos e motivados a agir em prol de uma causa, de ajudar o próximo e fazer o bem.

Não são poucos os exemplos de personagens e heróis nas artes mais diversas. Na ficção, alguns são clássicos modernos, como o boxeador Rocky Balboa, personagem da série de filmes de Sylvester Stallone. Outros são clássicos consagrados, como Jean Valjean, de “Os Miseráveis” (de Victor Hugo). Mas a inspiração vem principalmente de pessoas da vida real. No Brasil, um ótimo exemplo é o pianista e maestro João Carlos Martins, que sofreu diversos infortúnios até perder a funcionalidade das mãos. A história de como voltou a tocar e reger está entre as mais belas – e ele inclusive terá uma apresentação no próximo mês, no Carnegie Hall (EUA), 60 anos após sua estreia na icônica sala de concertos de Nova York. Outras figuras trilharam caminhos vitoriosos após doenças graves – como o matemático e físico inglês Stephen Hawking, diagnosticado com ELA (esclerose lateral amiotrófica) e que, mesmo assim, continuou produzindo conhecimento ao longo de toda a vida; o boxeador Muhammad Ali, que nunca deixou a doença de Parkinson limitar o que fazia; o tenor italiano Andrea Bocelli, que perdeu a visão aos 12 anos de idade e mesmo assim se tornou um grande nome da música. Enfim, a lista vai longe.

Mas assim como essas histórias mundialmente conhecidas, há histórias de pessoas que, às vezes, não alcançam a notoriedade merecida, mas que são tão inspiradoras quanto. Pessoas que persistiram, acreditaram, receberam apoio, sensibilizaram indivíduos e grupos e superaram as dificuldades. Assim, compartilho aqui a história da Izabel, que talvez não seja amplamente conhecida (até agora), mas que merece nossa atenção. A Izabel é uma criança de apenas 6 anos de idade, mas com uma força indescritível. Em 2019, aos 3 anos, foi diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda – que, segundo artigo na página do Inca (Instituto Nacional do Câncer), é “mais comum em crianças e a principal causa de morte por câncer nessa faixa etária”. Diante dessa batalha, Izabel e sua família buscaram apoio para tratar a doença e aumentar as chances de cura. Foi quando encontraram a Casa Ronald McDonald ABC, local em que se hospedou por 10 meses, enquanto fazia os mais agressivos tratamentos. Após esse difícil período e ainda tão nova, Izabel contrariou todas as estatísticas e entrou em remissão, passando a fazer apenas consultas de acompanhamento e manutenção.

Esse ano, Izabel estrelou a campanha do McDia Feliz, ao lado do jornalista e apresentador Tadeu Schmidt, embaixador da edição de 2022. Na prática, a Izabel representa as inúmeras crianças que recebem o apoio do Instituto Ronald McDonald e têm suas vidas transformadas. E esse é o objetivo do McDia Feliz que, desde sua primeira edição, em 1988, já arrecadou cerca de R$375 milhões e, neste ano, alcançou uma arrecadação recorde de R$25,8 milhões. Todo esse valor é destinado a projetos de saúde, como o de Izabel, e de educação, comandados pelo Instituo Ayrton Senna, levando esperança a milhares de crianças e jovens. Hoje, a ação faz parte da Receita do Futuro, estratégia ESG da Arcos Dorados, operadora da marca McDonald’s em 20 países da América Latina e Caribe, que dentre seus compromissos socioambientais, busca gerar impacto positivo e avanços na sociedade.

E entre as muitas recompensas que os resultados mostraram ao longo dos anos, histórias como a de Izabel são o combustível que inspira a todos da empresa, aos parceiros, aos consumidores e a sociedade. Porque a solidariedade e a luta de cada um para seguir avançando mantêm a crença de que a vitória está no próximo passo; e se não no próximo, no seguinte. Só o que não se pode fazer é parar de lutar – nem de ajudar quem precisa. Como disse o lendário líder indiano Mahatma Gandhi: “A melhor maneira de se encontrar é se perder a serviço dos outros”.

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